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Archive for the ‘Sem categoria’ Category

Lições da crise para o investidor jamais esquecer. Oportunidades da década.

Sábado, Setembro 26th, 2009

Prezado leitor:

Durante o período de crise, tivemos, certamente, o que foi a oportunidade da década para investir em diversas ações.

Chamo a sua atenção para aspectos relevantes e que devem servir para toda a vida do investidor. Isto certamente será importante quando a sinfonia do desespero voltar no futuro a tocar durante os pregões da bolsa:

Pessimismo é o maior aliado do investidor de longo prazo! Esta frase deve ser gravada na memória para sempre. Vamos voltar 12 meses no tempo para entender melhor isto, agora que ele vai dando vez a um otimismo moderado.

Em setembro de 2008, o mundo assistiu estarrecido a sucessivas possibilidades de quebra de grandes bancos americanos, empresas do setor imobiliário e até mesmo tradicionais blue chips do setor industrial. Você ligava a televisão, assistia qualquer dos jornais que tratassem de economia e tinha um só sentimento: O mundo acabou! Fuja enquanto há tempo!

Especialistas foram consultados e a orientação predominante era: fique fora daqui! O trovão previsto nesta postagem originalmente veiculada no último trimestre de 2008 no blog de fato veio. Foram seguidos dias de acionamento de circuit brakers no Brasil e em outras partes do mundo. As ações estavam parecendo opções e virando pó, como se diz neste mercado.

No entanto, investidores que se desligaram do noticiário e se mantiveram firmes em lições históricas de grandes investidores, como Benjamim Graham, estavam eufóricos, consultando os indicadores fundamentalistas das empresas e se saboreando da profusão de pechinchas que surgiam dia a dia. Tinha para todos os gostos. Aquelas oportunidades que pareciam só existir em livros estavam lá, aos montes.

Ativos negociados abaixo do valor disponível em caixa, empresas que projetavam mais de 25% de dividendos ao ano (confirmado mesmo durante a crise) e alguns absurdos como bancos e construtoras bem administradas custando até mesmo 30% do valor patrimonial. Afinal, estávamos no Brasil ou nos Estados Unidos? Será que os menos de 4% do PIB em crédito imobiliário que temos por aqui iria desestabilizar o sistema brasileiro? Onde era a alavancagem de mais de 20 vezes o capital em empréstimos? No pânico, poucos parecem ter pensado nisto.

Novamente, o mundo virou. E agora que a promoção compre 1, leve 3 das ações está findando, você está sendo maciçamente convidado para entrar no mercado. Setores antes abominados têm seus relatórios de análise hoje começando da seguinte forma: Veja bem (…). É, veja bem mesmo, porque quanto mais o pessimismo se afasta, mais o seu risco aumenta. Parece incrível, mas neste momento a análise da diferença entre preço e valor indica o seguinte: alguns preços já subiram mais de 400% e o valor certamente não acompanhou nem ¼ disto.

Agora, ao ligar o noticiário de economia, em quaisquer dos meios de comunicação, uma nova onda toma conta do mercado: Não fique fora! Sei lá quem abandona tudo para viver do mercado… Surgem as primeiras projeções de bolsa a trocentos mil pontos, em substituição àquelas em que o índice ira passar do chão. As diferenças de projeções, apenas 1 ano depois das previsões apocalípticas passam de arrepiantes 2.000%.

E que diferença faz hoje para quem comprou no olho do furacão? Simples, vários estão com pelo menos o dobro do capital utilizado para este intento. Capital este que estava na renda fixa aguardando por grandes oportunidades. Agora, pode recompor a renda fixa aos poucos e manter no mínimo o mesmo capital inicialmente investido.

Estará, então, aproveitando eventual aumento de longo prazo do vigor da economia brasileira, o que se reflete nos preços das ações a longo prazo e ao mesmo tempo preparado para eventual X, Y, W, Z, U ou que letra for a recuperação da economia mundial.

Portanto, tentar prever o futuro certamente não é o melhor caminho para o sucesso do investimento em ações. Adaptar-se às circunstâncias, aproveitar as pechinchas com foco nos indicadores fundamentalistas e realizar lucros quando as ações ficam caras (sobre isto veja esta postagem) independentemente do que a massa lhe manda fazer pode sim trazer resultados muito superiores.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders

Recomendação de leitura
Investindo em Small Caps

Anderson Lueders
Em linguagem acessível, o livro traz as ferramentas necessárias para o investidor identificar e avaliar um segmento de enorme potencial de valorização na bolsa de valores, as empresas pequenas e médias, conhecidas como Small Caps. O livro apresenta estratégias e define o melhor momento para a compra e venda dessas ações indicando os comportamentos mais adequados durante a trajetória do investimento.

Carteira small caps bate os 120% no ano. Quadro atualizado das ações.

Quinta-feira, Setembro 10th, 2009

Ação Empresa Inclusão Índice inicial % agosto % ano
PINE4 Banco Pine abr/08 1,00 22,20% 249,80%
BGIP4 Banese set/08 1,00 7,50% 72,90%
BICB4 Bicbanco dez/08 1,00 7,40% 274,50%
CTAX4 Contax nov/08 1,00 19,00% 67,10%
EZTC3 Eztec set/08 1,00 18,03% 214,08%
SGAS4 WLM abr/08 1,00 4,44% 36,71%
TGMA3 Tegma nov/08 1,00 21,89% 173,17%
ETER3 Eternit mai/08 1,00 -3,07% 51,59%
CNFB4 Confab dez/08 1,00 -11,95% 64,05%
MGEL4 Mangels ago/07 1,00 32,33% 85,79%
TKNO4 Tekno mar/07 1,00 2,00% 23,11%
CTSA3 Santanense abr/08 1,00 -1,16% 85,32%
EQTL3 Equatorial Energia fev/09 1,08 -5,04% 104,15%
HBOR3 Helbor fev/09 1,08 17,83% 264,23%
SULA11 Sulámérica fev/09 1,08 14,54% 146,56%
SLED4 Saraiva abr/09 1,14 0,54% 110,35%
PRVI3 Providência abr/09 1,14 16,29% 167,35%
GRND3 Grendene abr/09 1,14 21,35% 160,23%
RAPT4 Random abr/09 1,14 -1,68% 151,77%
GRUPO 1 MÉDIA 1,00 9,51% 148,93%
BEEF3 Minerva abr/08 1,00 22,58% 208,17%
FHER3 Heringer set/08 1,00 16,75% 225,03%
MWET4 Wetzel fev/07 1,00 1,40% 3,12%
CEBR3 C. E. Brasília nov/08 1,00 -2,70% 159,40%
GRUPO2 MÉDIA 1,10 1,49% 113,18%
INEP4 Inepar abr/09 1,14 -3,29% 112,00%
ECPR4 Encorpar dez/08 1,00 -4,65% 4,79%
GSHP3 Generalshop abr/09 1,14 9,51% 192,29%
BAUH4 Excelsior abr/09 1,14 4,40% 143,62%
EXCLUÍDAS
PTNT4 Excluída em mar/09 1,00 -0,71% -0,71%
BISA3 Excluída em abr/09 1,00 -21,00% -21,00%
LEVE4 Excluída em abr/09 1,00 -14,85% -14,85%
TOTAL EXCLUÍDOS -2,63
TOTAL 22,27 193,44% 2728,30%
MÉDIA 8,69% 122,51%

Observações sobre a apuração do retorno:

Nos cálculos de rentabilidade estão considerados os proventos distribuídos e as bonificações efetuadas.

O índice inicial refere-se à rentabilidade anual acumulada até o mês de ingresso na carteira, de modo que as ações recebem o peso proporcional ao número de ações até aquele mês. Este peso é somado ao peso total inicial da carteira para fins de cálculo da rentabilidade média anual.

A rentabilidade mensal é calculada conforme a média aritmética das 21 posições em carteira (19 ações diretamente e 2 grupos de 4 ações).  Os grupos são formados por empresas que considero que devem ter menor peso na carteira do investidor (algumas turnarounds), o que é explicado no livro que escrevi (Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso).

As ações que saíram da carteira têm o peso inicial somado ao conjunto e subtraído o montante que representavam quando da retirada.

Mais adiante, publicarei os comentários sobre o desempenho mensal e acumulado no ano.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders.

Autor do livro “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.

Carteira small caps bate os 100% no ano. Quadro atualizado dos ativos.

Sábado, Agosto 1st, 2009

Ação Empresa Inclusão Índice inicial % julho % ano
PINE4 Banco Pine abr/08 1,00 12,10% 186,20%
BGIP4 Banese set/08 1,00 8,90% 60,70%
BICB4 Bicbanco dez/08 1,00 19,10% 248,80%
CTAX4 Contax nov/08 1,00 19,00% 67,10%
EZTC3 Eztec set/08 1,00 31,60% 166,10%
SGAS4 WLM abr/08 1,00 9,70% 30,90%
TGMA3 Tegma nov/08 1,00 26,70% 124,10%
ETER3 Eternit mai/08 1,00 4,90% 56,40%
CNFB4 Confab dez/08 1,00 23,10% 86,30%
MGEL4 Mangels ago/07 1,00 14,60% 40,40%
TKNO4 Tekno mar/07 1,00 3,90% 20,70%
CTSA3 Santanense abr/08 1,00 4,90% 87,50%
EQTL3 Equatorial Energia fev/09 1,08 8,30% 114,99%
HBOR3 Helbor fev/09 1,08 32,30% 209,12%
SULA11 Sulámérica fev/09 1,08 4,90% 115,25%
SLED4 Saraiva abr/09 1,14 21,40% 109,23%
PRVI3 Providência abr/09 1,14 -2,40% 129,90%
GRND3 Grendene abr/09 1,14 15,30% 114,45%
RAPT4 Random abr/09 1,14 25,50% 156,07%
GRUPO 1 MÉDIA 1,00 24,33% 124,53%
BEEF3 Minerva abr/08 1,00 43,50% 151,40%
FHER3 Heringer set/08 1,00 23,60% 178,40%
MWET4 Wetzel fev/07 1,00 -2,90% 1,70%
CEBR3 C. E. Brasília nov/08 1,00 33,10% 166,60%
GRUPO2 MÉDIA 1,10 27,13% 107,34%
INEP4 Inepar abr/09 1,14 11,80% 119,22%
ECPR4 Encorpar dez/08 1,00 41,70% 9,90%
GSHP3 Generalshop abr/09 1,14 30,40% 166,90%
BAUH4 Excelsior abr/09 1,14 24,60% 133,35%
EXCLUÍDAS
PTNT4 Excluída em mar/09 1,00 -0,71% -0,71%
BISA3 Excluída em abr/09 1,00 -21,00% -21,00%
LEVE4 Excluída em abr/09 1,00 -14,85% -14,85%
TOTAL EXCLUÍDOS -2,63
TOTAL 22,27 335,25% 2319,52%
MÉDIA 15,96% 104,15%

Observações sobre a apuração do retorno:

Nos cálculos de rentabilidade estão considerados os proventos distribuídos e as bonificações efetuadas.

O índice inicial refere-se à rentabilidade anual acumulada até o mês de ingresso na carteira, de modo que as ações recebem o peso proporcional ao número de ações até aquele mês. Este peso é somado ao peso total inicial da carteira para fins de cálculo da rentabilidade média anual.

A rentabilidade mensal é calculada conforme a média aritmética das 21 posições em carteira (19 ações diretamente e 2 grupos de 4 ações).  Os grupos são formados por empresas que considero que devem ter menor peso na carteira do investidor (algumas turnarounds), o que é explicado no livro que escrevi (Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso).

As ações que saíram da carteira têm o peso inicial somado ao conjunto e subtraído o montante que representavam quando da retirada.

Mais adiante, publicarei os comentários sobre o desempenho mensal e acumulado no ano.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders.

Autor do livro “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.

Carteira Small Caps surpreende no semestre e deixa Ibovespa quase 40% para trás.

Sábado, Julho 11th, 2009

Prezado leitor:

Encerrado o primeiro semestre de 2009, é um ótimo momento para refletir sobre o desempenho da carteira small caps, divulgada neste blog (link), cuja forma de seleção é esclarecida no livro “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.

Enquanto o Ibovespa apresentou no semestre valorização de 37%, a carteira small caps atingiu 76%. Conforme previsto na newsletter do início deste ano encaminhada pela ADVFN (link), os ativos que mais contribuíram para este desempenho são do setor bancário e da construção civil. BICB4, com 192% e PINE4, com 155% lideraram as altas entre os bancos médios. Helbor e Eztec também subiram mais de 100%.

Se a carteira fizesse parte das seleções do indispensável Jornal Valor Econômico, ela estaria 25% a frente da melhor carteira de investimento publicada, apesar da maior diversificação em número de ativos e setorial.

O resultado é apenas uma amostra do tamanho da oportunidade que o mercado nos ofereceu no seu estágio mais depressivo. Quando o pânico se instalou e os circuit breakers eram acionados numa freqüência poucas vezes vistas, foi o grande momento de sair a campo atrás das barganhas que surgiam diariamente. Para tanto, é claro, foi necessário ter a estratégia multimercado, que assegurou capital disponível para aproveitar as liquidações.

Quem estava 100% em bolsa, provavelmente viu seus ativos derreterem e apenas puderam se lamentar da falta que a renda fixa fez naquele momento. Na direção oposta, aqueles que se guiaram pelos indicadores fundamentalistas e foram prudentes quando da euforia da bolsa, mantendo parte dos seus recursos a salvo da bolha que se formava, puderam encontrar diversas empresas sendo negociadas por menos que o valor de liquidação. Algumas chegaram a custar abaixo do valor em caixa subtraído de todas as obrigações e outras, como Bicbanco, chegaram a negociar a um dividendo anual projetado de impressionantes 30%! Não é a toa que desde então a alta já supera os 400%.

Passada a fase aguda do pânico, os ativos começam a voltar a preços mais racionais e é este ajuste que tem permitido o bom desempenho da carteira. A fase de liquidações deu vez à caça às barganhas pelos investidores.

A carteira foi se adaptando no meio da crise ao novo cenário econômico, com a escolha de ativos mais voltados ao mercado interno e com menor índice de endividamento. O leitor que acompanha o blog com maior freqüência pode perceber que aos poucos os ativos de maior risco e dívidas em dólar foram sendo substituídos por empresas que tinham probabilidade maior de se saírem bem no cenário econômico vivido. O fator capacidade de produção que era o mais importante antes da crise deixou de sê-lo repentinamente, quando então o dinheiro em caixa passou a ser um grande diferencial.

E muitas das novas escolhas nos trouxeram gratas surpresas, apresentando resultados pujantes, deixando praticamente imperceptível o cenário catastrófico ao redor. Em outras situações, foi o pessimismo instalado nos agentes de mercado que previam o fim do mundo para diversas empresas que acabou não se confirmando e abriu espaço para grandes valorizações. A verdade é que as empresas são afetadas de forma muito diferente nas crises, mas o mercado derrubou tudo numa velocidade impressionante, ignorando esta situação.

Mas é claro que a tranqüilidade que guia o investidor em valor durante o pânico não pode ser substituída pela euforia quando chega o momento das altas. E você, leitor, é quem melhor pode se instruir para investir adequadamente quando uma grande crise surge ou para quando a euforia passa a tomar conta.

Agora, com os resultados trimestrais que se aproximam, inicia-se uma nova oportunidade para avaliar a carteira de ações, verificando se as cotações já atingidas são justas ou ameaçam ser o início de uma nova bolha. Os múltiplos fundamentalistas e as perspectivas futuras visualizáveis nos balanços novamente servirão de guia, numa estratégia racional e focada em aproveitar a ineficiência do mercado em precificar as ações.

Abraços,

Small caps.

Autor do livro “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso“.

Quadro atualizado dos ativos da carteira small caps para julho, que apresentou retorno de 76% no semestre.

Sexta-feira, Julho 3rd, 2009

Ação Empresa Inclusão Índice inicial % junho % ano
PINE4 Banco Pine abr/08 1,00 3,30% 155,34%
BGIP4 Banese set/08 1,00 7,14% 47,60%
BICB4 Bicbanco dez/08 1,00 15,67% 192,88%
CTAX4 Contax nov/08 1,00 3,44% 40,47%
EZTC3 Eztec set/08 1,00 5,57% 102,10%
SGAS4 WLM abr/08 1,00 9,51% 19,24%
TGMA3 Tegma nov/08 1,00 -6,95% 76,92%
ETER3 Eternit mai/08 1,00 0,42% 49,07%
CNFB4 Confab dez/08 1,00 8,68% 51,34%
MGEL4 Mangels ago/07 1,00 -14,08% 22,51%
TKNO4 Tekno mar/07 1,00 12,31% 16,15%
CTSA3 Santanense abr/08 1,00 3,14% 78,78%
EQTL3 Equatorial Energia fev/09 1,08 9,00% 98,51%
HBOR3 Helbor fev/09 1,08 20,76% 133,65%
SULA11 Sulámérica fev/09 1,08 9,00% 105,20%
SLED4 Saraiva abr/09 1,14 3,47% 72,35%
PRVI3 Providência abr/09 1,14 5,25% 135,55%
GRND3 Grendene abr/09 1,14 16,13% 85,99%
RAPT4 Random abr/09 1,14 4,17% 104,04%
GRUPO 1 MÉDIA 1,00 0,01% 76,35%
BEEF3 Minerva abr/08 1,00 -11,96% 75,14%
FHER3 Heringer set/08 1,00 14,57% 125,28%
MWET4 Wetzel fev/07 1,00 -2,73% 4,67%
CEBR3 C. E. Brasília nov/08 1,00 0,17% 100,33%
GRUPO2 MÉDIA 1,10 2,24% 66,41%
INEP4 Inepar abr/09 1,14 20,39% 96,08%
ECPR4 Encorpar dez/08 1,00 -23,52% -22,40%
GSHP3 Generalshop abr/09 1,14 -1,00% 104,68%
BAUH4 Excelsior abr/09 1,14 13,11% 87,28%
EXCLUÍDAS
PTNT4 Excluída em mar/09 1,00 -0,71% -0,71%
BISA3 Excluída em abr/09 1,00 -21,00% -21,00%
LEVE4 Excluída em abr/09 1,00 -14,85% -14,85%
TOTAL EXCLUÍDOS -2,63
TOTAL 22,27 118,18% 1693,89%
MÉDIA 5,63% 76,06%

Observações sobre a apuração do retorno:

Nos cálculos de rentabilidade estão considerados os proventos distribuídos e as bonificações efetuadas.

O índice inicial refere-se à rentabilidade anual acumulada até o mês de ingresso na carteira, de modo que as ações recebem o peso proporcional ao número de ações até aquele mês. Este peso é somado ao peso total inicial da carteira para fins de cálculo da rentabilidade média anual.

A rentabilidade mensal é calculada conforme a média aritmética das 21 posições em carteira (19 ações diretamente e 2 grupos de 4 ações).  Os grupos são formados por empresas que considero que devem ter menor peso na carteira do investidor (algumas turnarounds), o que é explicado no livro que escrevi (Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso).

As ações que saíram da carteira têm o peso inicial somado ao conjunto e subtraído o montante que representavam quando da retirada.

Mais adiante, publicarei os comentários sobre o desempenho mensal e acumulado no ano.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders.

Autor do livro “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.

Muitas vezes o “porto seguro” está nas small caps. Retorno superior a 65% no ano.

Segunda-feira, Junho 1st, 2009

Prezado leitor:

Começo a postagem a respeito do desempenho da carteira small caps no mês de maio com mais uma frase, assim como foi feito em abril: “As blue chips são mais seguras para a crise”. Este mito dito insistentemente pela imprensa especializada deve ser comparado aos fatos. E eles não deixam dúvidas:

Diversas empresas do segmento das blue chips tiveram um desempenho muito ruim no primeiro trimestre, sendo amplamente afetadas pela crise, como é o caso de muitas siderúrgicas.

De forma oposta, uma quantidade razoável de companhias small caps tiveram desempenho superior, como se ignorassem a crise. Muitas delas fazem parte da carteira divulgada neste blog. A verdade é que o que determina a segurança de uma decisão de investimento definitivamente não é o tamanho da empresa e sim: a própria situação patrimonial e de resultados; como estão as perspectivas para o segmento; quais fatores afetam a lucratividade; a capacidade da administração e o preço que você paga pelas ações em relação ao valor que elas possuem. E isto tudo nada tem a ver com tamanho.

Portanto, é importante saber que muitas vezes “o porto seguro pode estar entre as small caps!” Diversas elétricas, bancos médios e construtoras bem administradas, que mantiveram caixa adequado, foram alternativas muito mais seguras que famosas blue chips.

Falando especificamente sobre a carteira small caps, assistimos no mês de maio a alta generalizada das empresas, nos mais variados setores. Apenas citando aqueles que subiram ao menos 20% temos: PINE4 (26,24%), EZTC3 (25,66%), TGMA3 (23,75%), HBOR3 (20,76%), SULA11 (29,32%), PRVI3 (34,19%), BEEF3 (34,80%), FHER3 (47,06%), MWET4 (43,19%), CEBR3 (36,36%) e INEP4 (31,07%).

Portanto, novamente os bancos médios e as construtoras mantiveram a tradição de potencializar o retorno da carteira, tema este bastante repetido por aqui. PINE e BICBANCO já estão com retorno médio de 150% neste ano. As construtoras EZTEC e HELBOR superaram mais uma vez alta de 20% no mês e atingiram ganho acima de 90% no ano. EZTEC anunciou um resultado trimestral que superou a expectativa até mesmo dos mais otimistas, mostrando a capacidade de adaptar-se ao momento econômico e, ainda em maio, lançou o maior empreendimento da sua história, atingindo rapidamente grande volume de vendas.

Destaque também para o retorno da Providência: muito embora quase todas as cotações das ações das companhias do segmento industrial tenham caído fortemente, nem todas sofrem em idêntica proporção os efeitos da crise econômica. A Providência, como destacado quando ingressou na carteira, em abril, possui demanda menos elástica pelos seus produtos (nãotecidos utilizados na produção de produtos higiênicos e fraldas, por exemplo) e tem focado na produção de itens de maior valor agregado.

O mês marcou ainda o poder de retorno dos turnarounds. Este é sem dúvida um dos segmentos que mais gera debates e confusões: o fato é que há enorme diferença entre uma small caps promissora, dotada de indícios de que esta melhorando a sua situação, e diversos micos que perambulam no mercado.

O grupo formado por BEEF3, FHER3, MWET4 e CEBR3, subiu em média 40,35%. Relevante novamente o desempenho das ações de companhias que possuem dívida em dólar e que caminham para conquistar ganhos cambiais substanciais no trimestre atual.

O quadro completo dos ativos da carteira small caps pode ser obtido neste link. Lembre-se sempre de acompanhar os resultados empresariais das empresas selecionadas, de fazer uma adequada diversificação e de que ninguém melhor do que você pode cuidar dos seus interesses.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders

Autor do livro: “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.

Ações que compõe a carteira small caps para o mês de junho e o retorno acumulado no ano (66,46%).

Domingo, Maio 31st, 2009

Ação Empresa Inclusão Índice inicial % maio % ano
PINE4 Banco Pine abr/08 1,00 26,24% 147,19%
BGIP4 Banese set/08 1,00 3,78% 37,76%
BICB4 Bicbanco dez/08 1,00 14,53% 153,20%
CTAX4 Contax nov/08 1,00 18,16% 35,80%
EZTC3 Eztec set/08 1,00 25,66% 91,44%
SGAS4 WLM abr/08 1,00 0,82% 8,88%
TGMA3 Tegma nov/08 1,00 23,75% 90,13%
ETER3 Eternit mai/08 1,00 4,23% 48,44%
CNFB4 Confab dez/08 1,00 13,77% 39,26%
MGEL4 Mangels ago/07 1,00 -0,84% 42,59%
TKNO4 Tekno mar/07 1,00 -0,02% 3,42%
CTSA3 Santanense abr/08 1,00 7,01% 73,33%
EQTL3 Equatorial Energia fev/09 1,08 11,70% 82,12%
HBOR3 Helbor fev/09 1,08 20,76% 93,48%
SULA11 Sulámérica fev/09 1,08 29,32% 88,26%
SLED4 Saraiva abr/09 1,14 11,22% 66,57%
PRVI3 Providência abr/09 1,14 34,19% 123,80%
GRND3 Grendene abr/09 1,14 5,72% 60,16%
RAPT4 Random abr/09 1,14 15,87% 95,87%
GRUPO 1 MÉDIA 1,00 40,35% 75,79%
BEEF3 Minerva abr/08 1,00 34,80% 98,92%
FHER3 Heringer set/08 1,00 47,06% 96,63%
MWET4 Wetzel fev/07 1,00 43,19% 7,61%
CEBR3 C. E. Brasília nov/08 1,00 36,36% 100,00%
GRUPO2 MÉDIA 1,10 11,85% 59,16%
INEP4 Inepar abr/09 1,14 31,07% 62,87%
ECPR4 Encorpar dez/08 1,00 2,15% 1,47%
GSHP3 Generalshop abr/09 1,14 19,46% 106,75%
BAUH4 Excelsior abr/09 1,14 -5,28% 65,57%
EXCLUÍDAS
PTNT4 Excluída em mar/09 1,00 -0,71% -0,71%
BISA3 Excluída em abr/09 1,00 -21,00% -21,00%
LEVE4 Excluída em abr/09 1,00 -14,85% -14,85%
TOTAL EXCLUÍDOS -2,63
TOTAL 22,27 318,07% 1480,09%
MÉDIA 15,15% 66,46%

Observações sobre a apuração do retorno:

Nos cálculos de rentabilidade estão considerados os proventos distribuídos e as bonificações efetuadas.

O índice anual refere-se à rentabilidade anual acumulada até o mês de ingresso na carteira, de modo que as ações recebem o peso proporcional ao número de ações até aquele mês. Este peso é somado ao peso total inicial da carteira para fins de cálculo da rentabilidade média anual.

A rentabilidade mensal é calculada conforme a média aritmética das 21 posições em carteira (19 ações diretamente e 2 grupos de 4 ações, conforme mencionada na postagem).

As ações que saíram da carteira têm o peso inicial somado ao conjunto e subtraído o montante que representavam quando da retirada.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders.

Autor do livro “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.

Small Caps em festa. Alta anual da carteira atinge 44,48%. Reflexões sobre o momento atual.

Domingo, Maio 3rd, 2009

Prezado leitor:

Certamente você já deve ter escutado a famosa escrita: “Depois da tempestade, vem a bonança”. É com esta frase que inicio esta postagem sobre o desempenho da carteira small caps no mês de abril e, num todo, de muitas das empresas do segmento.

Mas calma! A mesma serenidade que nos guia durante a tempestade, deve também ser utilizada para avaliar as condições do mercado após o início das altas. Ou seja, o fato de ter subido forte no mês de abril, após meses e meses de agonia para as small caps apenas nos trazem importantes lições, mas jamais euforia. Esta sim é extremamente prejudicial ao retorno de médio e longo prazo.

Primeiro, vamos às premissas que nos levaram até este momento. Ou melhor, o que foi necessário para poder aproveitá-lo

a) O investidor utilizou durante a crise da reserva em renda fixa que montou durante a fase eufórica no mercado. Isto possibilita ter munição para o momento mais apropriado de se comprar ações, que é durante o pânico extremado;

b) O investidor comprou de forma parcelada, espaçada, para garantir condições de efetuar compras até a última gota do pânico. Daí a importância de manter ativos que geram fluxo de caixa contínuo, como os fundos imobiliários e uma parcela mínima em renda fixa, algo como 25%;

c) O investidor foi, quando necessário, surdo e cego ao que os especialistas do mercado dizem. No início do ano, as principais altas vieram dos bancos médios. O BICB4, por exemplo, finalizou o mês de abril com alta anual acumulada de 121% e mesmo assim negocia abaixo do valor patrimonial. As construtoras, por sua vez, estampam as maiores valorizações dos últimos trinta dias, de forma generalizada. A HBOR3 e a EZTC3, que fazem parte da carteira small caps, subiram mais de 45% apenas no mês de abril, e ainda negociam abaixo de P/VPA 0,7. Estes eram, indubitavelmente, os segmentos com maior aversão ao risco no mercado. É o que verdadeiramente podemos chamar de “tesouros desprezados”.

Mas insisto, a alta de curto prazo nada significa. O importante é o desempenho consistente de longo prazo e o uso adequado do multimercado. A atenção deve permanecer em relação aos desempenhos empresariais, ao cenário econômico e os múltiplos fundamentalistas. Para quem está com poucos recursos na renda fixa, pode ser o momento de ir aos poucos recompondo. Quem fez isto na fase eufórica vivida a partir de 2004 e que durou até 2007 (para as small caps) ou 2008 (para ações de produtores de commodities) sabe a importância deste movimento.

No ambiente econômico, dois fatos novos e importantes que tem movimentado o mercado:

a) O menor nível de juros da história do país: isto torna os dividendos ainda mais atrativos e o custo de financiamento de empresas que necessitam de capital intensivo cai bastante.

b) O retorno da tendência natural de apreciação do Real em relação ao Dólar. E o que isto influencia no mercado? As altas de BEEF3 (58,72%) e FHER3 (33,33%) dão uma boa pista, uma vez que são companhias que sofrem bastante nos resultados com a valorização de curto prazo da moeda americana. Já CNFB4, na ponta oposta, com seu expressivo caixa em dólar, passou a subir menos, com valorização de 14,74%.

Vários foram os destaques positivos do mês de abril. Nada menos que praticamente a metade das ações da carteira subiu pelo menos 20%. Destaque para as altas de EZTC3 (46,14%), HBOR3 (47,93%), PRVI3 (46,30%), GRND3 (32,89%), RAPT4 (48,28%), BEEF3 (58,72%) e GSHP3 (51,82%).

As 7 indicações de abril para a carteira, isoladamente, apresentaram alta média de 39%, o que, de certa forma, comprova o bom funcionamento do uso da “reação a resultados”.

Podemos notar no mês de abril, enfim, o tempero que os turnarounds podem trazer à carteira de ações, com 3 das 8 ações subindo mais de 50% num único mês.

A carteira small caps fica mantida para o mês de maio. O quadro atualizado da carteira você pode consultar na seguinte postagem, clickando neste link.

Por fim, destaco que a principal finalidade da carteira é mostrar na prática como ir moldando a carteira de ações, com base na análise fundamentalista e embasado naquilo que escrevi no livro “Investindo em Small Caps”. O melhor aliado que você terá para fazer suas análises e tomar as melhores decisões é o investimento na própria educação financeira.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders.

Autor do livro “Investindo em Small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.

Quadro atualizado dos ativos da Carteira Small Caps e o respectivo retorno.

Domingo, Maio 3rd, 2009

Segue o quadro dos ativos da Carteira Small Caps para o mês de maio e o respectivo retorno acumulado:

Ação Empresa Inclusão Índice inicial % abril % ano
PINE4 Banco Pine abr/08 1,00 12,45% 95,81%
BGIP4 Banese set/08 1,00 3,77% 32,74%
BICB4 Bicbanco dez/08 1,00 19,14% 121,07%
CTAX4 Contax nov/08 1,00 5,50% 14,93%
EZTC3 Eztec set/08 1,00 46,14% 52,35%
SGAS4 WLM abr/08 1,00 11,07% 7,99%
TGMA3 Tegma nov/08 1,00 17,54% 53,64%
ETER3 Eternit mai/08 1,00 19,66% 42,41%
CNFB4 Confab dez/08 1,00 14,74% 22,39%
MGEL4 Mangels ago/07 1,00 30,97% 43,80%
TKNO4 Tekno mar/07 1,00 16,82% 3,44%
CTSA3 Santanense abr/08 1,00 25,91% 61,98%
EQTL3 Equatorial Energia fev/09 1,08 18,11% 63,04%
HBOR3 Helbor fev/09 1,08 47,93% 60,22%
SULA11 Sulámérica fev/09 1,08 16,47% 45,58%
SLED4 Saraiva abr/09 1,14 31,38% 49,77%
PRVI3 Providência abr/09 1,14 46,30% 66,78%
GRND3 Grendene abr/09 1,14 32,89% 51,49%
RAPT4 Random abr/09 1,14 48,28% 69,04%
GRUPO 1 MÉDIA 1,00 25,65% 25,77%
BEEF3 Minerva abr/08 1,00 58,72% 47,57%
FHER3 Heringer set/08 1,00 33,33% 33,71%
MWET4 Wetzel fev/07 1,00 -11,68% -24,85%
CEBR3 C. E. Brasília nov/08 1,00 22,22% 46,67%
GRUPO2 MÉDIA 1,10 30,09% 42,86%
INEP4 Inepar abr/09 1,14 9,00% 24,26%
ECPR4 Encorpar dez/08 1,00 6,22% -0,67%
GSHP3 Generalshop abr/09 1,14 51,82% 73,07%
BAUH4 Excelsior abr/09 1,14 53,33% 74,80%
EXCLUÍDAS
PTNT4 Excluída em mar/09 1,00 -0,71% -0,71%
BISA3 Excluída em abr/09 1,00 -21,00% -21,00%
LEVE4 Excluída em abr/09 1,00 -14,85% -14,85%
TOTAL EXCLUÍDOS -2,63
TOTAL 22,27 520,81% 990,54%
MÉDIA 24,80% 44,48%

Observações sobre a apuração do retorno:

Nos cálculos de rentabilidade estão considerados os proventos distribuídos e as bonificações efetuadas.

O índice anual refere-se à rentabilidade anual acumulada até o mês de ingresso na carteira, de modo que as ações recebem o peso proporcional ao número de ações até aquele mês. Este peso é somado ao peso total inicial da carteira para fins de cálculo da rentabilidade média anual.

A rentabilidade mensal é calculada conforme a média aritmética das 21 posições em carteira (19 ações diretamente e 2 grupos de 4 ações, conforme mencionada na postagem).

As ações que saíram da carteira têm o peso inicial somado ao conjunto e subtraído o montante que representavam quando da retirada.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders.

Autor do livro “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.

Análise dos múltiplos fundamentalistas da Vale do Rio Doce

Terça-feira, Abril 28th, 2009

A Vale do Rio Doce negocia com múltiplos levemente mais baixos do que os da Petrobras.

A principal temática que afeta a Vale quanto as suas perspectivas futuras no curto prazo diz respeito ao reajuste do minério de ferro cujos preços serão válidos a partir deste mês. O mercado é unânime em esperar a queda da commoditie. A variação vai desde uma queda de 40% até uma redução de 20% ou 10%.

Com Preço/Lucro 7, fica sinalizado que é esperada a queda do lucro em 2009. Uma queda mais próxima de 40% no preço do minério de ferro poderá ampliar o declínio das cotações e quanto mais esta queda ficar ao redor dos 10%, maior é a possibilidade de o mercado reagir positivamente. O aumento do Dólar em relação ao Real servirá para mitigar parcialmente o impacto da queda de preços naquela moeda.

O P/VPA em 1,55 contempla a boa rentabilidade sobre o patrimônio líquido que a companhia possui (22,1%). O dividendo anual em 3,9% igualmente sinaliza uma companhia que tem reinvestido o lucro na própria atividade, o que já trouxe resultados muito positivos na última década, transformando-a num player global com alta competitividade.

No longo prazo, o que ditará o rumo das cotações é a manutenção do crescimento forte das economias emergentes, especialmente da China, e o término do cenário recessivo mundial, permitindo aumentos nos preços do minério de ferro e das demais commodities comercializadas pela companhia, como o Níquel.

Portanto, os preços atuais demonstram um mercado levemente pessimista com as perspectivas futuras de lucratividade da Vale do Rio Doce, o que pode abrir boas possibilidades de compra caso o cenário negativo projetado não se concretize. Não custa lembrar que, há pouco tempo, o cenário era totalmente oposto, o que levou à abrupta queda das cotações.

Abraços,

Small caps - Anderson Lueders

Autor do Livro: “Investindo em Small Caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso“.