Perspectivas para as Small Caps em 2009. Newsletter da ADVFN.
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| Quinta-feira, 01 de Janeiro de 2009 | ||
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Recomendação de leitura
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Perspectivas para 2009 Small Caps
Comentários por Anderson Lueders - Investindo em Small Caps
O ano de 2009 trará a tona como ficaram os resultados do último trimestre de 2008, em que houve fortes mudanças nos cenários de custos e receitas de diversas companhias classificadas como small caps. As quedas abruptas de preços causadas especialmente pela saída às pressas de investidores estrangeiros trouxeram novas oportunidades. Muitas ações despencaram mais de 80% durante o ano de 2008. Não se pode esquecer que a atratividade do investimento é afetada pelo preço das ações e a relação disto com o lucro das empresas. Se o preço despenca 80% e o lucro cai uns 40%, e há sinais de que não deverá prosseguir a queda da lucratividade, significa que a oportunidade melhorou e não o contrário. Entre os setores que podem estar na situação em que os preços caíram muito mais que os resultados empresarias destacam-se o segmento de bancos médios e o de construtoras menores. No caso dos bancos médios, é provável que haverá queda dos lucros decorrentes do empoçamento da liquidez nos grandes bancos e eventual aumento da inadimplência em virtude do arrefecimento da atividade econômica. No entanto, parte disto será compensado pelo aumento do já considerável spread nas operações bancárias realizadas no país e tais bancos têm sido negociado com Preço/Lucro abaixo de 3 e Preço /Valor Patrimonial inferior a 0,5. No que toca às construtoras de menor porte, o investidor deve privilegiar aquelas que mantiveram caixa suficiente para realizar os projetos iniciados sem ter que recorrer a financiamentos mais onerosos durante o ano de 2008. A seleção deve verificar aquelas que possuem boa velocidade de vendas e mantiveram postura cautelosa nos lançamentos de empreendimentos imobiliários. Algumas negociam com Preço/Lucro abaixo de 4, Preço/Valor Patrimonial menor que 0,5 e ainda possuem posição de caixa superior às dívidas. As empresas em geral que possuem boa disponibilidade de caixa e baixo endividamento serão menos afetadas pela restrição de liquidez e terão este diferencial para enfrentar a queda da atividade econômica, pois não precisam de financiamento de terceiros para produzir e ainda podem financiar alguns clientes com prazos de pagamento maiores. A seleção inicial destas companhias pode começar pelo Enterprice Value (valor de mercado + dívida líquida) dividido pelo Ebit. O setor têxtil historicamente reclama que o Real fraco prejudica bastante a competição do produto nacional tanto internamente, como no comércio externo. A valorização do dólar beneficia as empresas do segmento, ao incentivar a substituição de importações e melhorar as margens nas exportações. O segmento possui algumas small caps desprezadas pelo mercado. O investidor que busca mais segurança deve manter maior posição nas companhias que possuem preços regulados pelo Governo, com demanda e fluxo de caixa mais previsíveis, como o setor elétrico, telefonia e saneamento. A seleção pode se dar entre aquelas que pagam bons dividendos decorrentes de resultados operacionais. Tais companhias costumam ter dívidas de longo prazo atreladas a indexadores mais baratos como TJLP e TR e pouca exposição cambial. Pelo lado da receita, a demanda não é tão elástica de acordo com a atividade econômica e costuma ser repassada ao consumidor a inflação acumulada. Serão beneficiadas no atual cenário as companhias com custos em Reais, especialmente se influenciados pelos preços das commodities e que tenham receitas em Dólar, como algumas companhias do segmento industrial, mas sempre observando como ficará a demanda por seus produtos. Por fim, é interessante monitorar as empresas que tiveram pesados prejuízos contábeis no terceiro trimestre de 2008, o que certamente foi intensificado no último. Algumas destas companhias, apesar do impacto de curto prazo, poderão ser beneficiadas no médio e longo prazo, notadamente aquelas que exportam parte relevante da produção. Deve-se observar, quando ocorrer a estabilização do câmbio entre um trimestre e outro, como as margens se comportaram e como estariam os resultados expurgando os efeitos contábeis da dívida cambial em que não houve efetivo desembolso de caixa. Tais empresas representam maiores riscos e por isso o potencial de valorização em caso de êxito é bastante superior ao de companhias mais seguras, cujos preços caíram menos desde o início da crise. Há diversas empresas do setor de alimentos e de veículos nesta situação. |



Janeiro 10th, 2009 at 5:20
Questionamentos no blog:
Brunrama, obrigado!
No momento há diversas empresas com indicadores PSR e P/EBITDA raros de se encontrar e com situação patrimonial relativamente confortável, como MGEL4, BEEF3, FHER3, CARD3, etc…
Além dessas, é possível encontrar empresas de valor com preço de mico falido.
MILK11 é um exemplo clássico de excessivo uso de caixa para aquisições e agora sofre com a falta de capital de giro, típico de administrações com um certo exagero de confiança em cenários excessivamente otimistas…
ABYA3 teve forte lucro não operacional decorrente da venda da unidade de corretagem. De qualquer sorte, há duas coisas a considerar sobre a empresa: Primeiro que foi imprudente com o seu caixa, gastando muito para comprar terrenos e esquecendo que depois tinha que construir. Agora sofre com falta de capital de giro e tem que se desfazer rapidamente de alguns bens. Segundo que se não vier alguma jogada contábil no último trimestre deste ano, por lei e pelo Estatuto Social, teria que distribuir 25% do lucro líquido anual, o que já daria uns 35% de DY sobre a cotação atual. Isto já tem gerado demanda por seus papéis, que chegaram a bater R$ 1,00.
SDIA4 é historicamente uma companhia bem administrada e que este ano apresentará, acredito eu, o seu primeiro prejuízo anual em décadas. Considero-a como uma daquelas companhias que apresenta uma situação episódica de desempenho desfavorável motivado por um grande erro de controle financeiro. Mas, nestes preços, vale uma aposta conforme a compra de turnarounds.
Tota57, obrigado! Depois que você escreveu veio uma semana bem ensolarada Nos primeiros dias do ano, várias das small caps castigadas voltando a ter preços um pouco mais racionais… o setor de bancos citado na newsletter está “fervendo”…
Fabriziolms, obrigado! No último mês não houve variação no cenário econômico suficiente para ensejar mudanças na carteira small caps. Além disso, embora algumas ações tenham subido bastante (BICB4 mais de 100% até hoje), os preços anteriores eram tão baixos que ainda não as deixaram num preço razoável.
Mauriocioamadeu, meus cumprimentos. O que você disse é algo que podemos chamar de “verdade corrente”. Sua decisão foi fundamental e creio que muitos passam a vida toda sem nunca se darem conta disso. A newsletter acima sintetiza as oportunidades que verifico no momento, juntamente com a carteira small caps divulgada em dezembro.
Legendre, na Revista InvestMais do início de fevereiro deste ano acredito que haverá uma reportagem completa sobre a Plascar. Vale a pena acompanhar. O papel era muito comprado por uma corretora que detinha (e detém) grande participação em seus clubes e como a captação era bastante significativa, a pressão de compra foi por demais da medida e levou as ações da PLAS3 a preços estratosféricos… Agora a bolha está esvaziando, esvaziando… E o preço atual, quando comparada a outras do segmento (MGEL4, MWET4, RAPT4, FRAS4, LEVE4…) não revela nenhuma barganha, apesar da extensa queda…
Ainda possui prejuízos acumulados no balanço e não há sinais de curto prazo de que voltará a pagar dividendos. Pode sofrer um pouco mais com a desaceleração das atividades, uma vez que a posição de caixa não é tão tranquila…
Porém para o curto prazo, como já tiveram a capacidade de levar este papel até acima de R$ 11,00, tudo é possível.
Foi, no início da valorização, um belo exemplo de turnaround bem executado, pelo idos de 2003/2004, que deu lucros estratosféricos para quem comprou quando era “um mico falido”… depois a especulação se encarregou de levar os preços a níveis inimagináveis. Acho que deu uns 100 vezes o valor inicial…
MYPK3 esta num preço interessante que já embute o grande decréscimo de vendas que terá na unidade de venda de vagões. Ela tem parte da dívida atrelada à variação da moeda americana e isto deve trazer prejuizos financeiros mais fortes no quarto trimestre. Parte do lucro do terceiro trimestre é não operacional. De qualquer sorte, como negocia com múltiplos bem descontados, pode ser válido o início de compra de suas ações, calmamente, pois não há fatores de curto prazo que melhorarão os resultados.
Fabiovq, a têxtil SCLO4 não apresenta ainda indicativos de que sairá da sua difícil situação patrimonial, que traz um enorme passivo a descoberto. Ainda não apresenta lucro EBITDA. Do segmento, vale o estudo de CTSA3 e CEDO4 (ou ECPR4, indiretamente).
2rath, obrigado! É necessário ter paciência para poder colher os frutos das boas escolhas. Deve-se ter a capacidade de agir de forma diferente da multidão, inclusive de analistas que de forma unânime mandavam ficar longe de bancos médios… Feliz de quem não escuta alguns conselhos.
Kolisnk, RAPT4 é uma ótima empresa, muito bem administrada, que não sofreu com o aumento do dólar e que possui folgada posição de caixa e liquidez corrente. Negocia com P/L 4,68, P/VPA 1,37 e PSR 0,36. É claro que é provável a diminuição da demanda pelo que produz, mas vale o início de um posicionamento na fase “ruim” do ciclo empresarial.
Fgobetti, obrigado,
Como expliquei acima, não haverá alteração na carteira small caps para janeiro de 2009.
Abraços,
Small caps – Anderson Lueders.
Janeiro 10th, 2009 at 18:59
2rath, WHRL4 e BMTO4 são empresas com preços atrativos e que tem pagos dividendos acima inclusive dos lucros recorrentes (ou seja, não sustentáveis), talvez até para mandar mais capital para a matriz. Mas elas também podem sofrer com o encarecimento do crédito e melhorar as margens com a queda dos preços das commodities. Portanto, há fatores que contribuem com a queda dos lucros e outros melhoram. De qualquer sorte, com um provável ajuste no ritmo de vendas das lojas e conseqüentemente nos estoques, é possível que sinta um baque maior no curto prazo. Eventual posicionamento deve se dar aos poucos, aguardando para uma melhor decisão os efeitos do aperto de liquidez no balanço anual.
Tanto BISA3, como EZTC3 e também BICB4 e PINE4 guardam relações de atratividade muito parecidas no momento. Se você quer mais segurança, a EZTC3 é mais conservadora nos lançamento. Se quer crescimento e apostar numa consolidadora do setor, a BISA3 é a melhor opção, mas que não tem a mesma posição de caixa líquido da EZTC3. PINE4 talvez tenha um pouco mais de vantagem por estar mais “atrasada” na recuperação dos preços.
rodneyrj, muito obrigado!
Você pode fazer as perguntas por aqui mesmo. Em breve, vou abrir um espaço no novo blog na ADVFN com este objetivo, para centralizar as análises.
Teve várias respostas sobre estratégias de investimento e análise de empresas (umas 300 já) que fiz no tópico a seguir:
http://br.advfn.com/p.php?pid=fbb_thread&bb_id=11&id=2234977
Ilustres, a ADVFN agora tem novo espaço para o blog, bem mais fácil de ser localizado e escrito e que terá maiores funcionalidades. (o outro era até difícil indicar o caminho, não?):
http://smallcaps.blogs.advfn.com/
Com o tempo vou passar a migrar as análises para o novo espaço. Por ora, vou manter ambos os espaços atualizados, até porque no livro que escrevi foi indicado o link atual.
Abraços,
Small caps.
Janeiro 12th, 2009 at 2:33
Olá
Gostaria de saber o que acha de investir na mmxm3?Grande Abraço
Janeiro 12th, 2009 at 5:30
Bom dia, Small!Eu já li em dois dos teus posts comentários a respeito da administração da Ferbasa.Você dá a entender que a empresa não é bem gerida.Eu gostaria que vc pudesse explicar mais detalhada e claramente as razões desta administração pouco eficiente, pois estou pensando em investir neste papel.Grato.
Janeiro 13th, 2009 at 22:01
Fabrício Gracia, MMXM3 é uma empresa que recém saiu do seu estado pré-operacional. Assim, você deve observar o valor patrimonial da empresa e teria que ter informações de como andam as possibilidades futuras de receita. Como a empresa não tem um histórico confiável, investir nela é muito mais uma aposta do que uma análise racional de expectativa de desempenho. Não sei como chegaram a pagar preços tão absurdos por ela…, É complexo estabelecer qual é o cenário mais provável e se o preço atual é justo. Fica muito no P/VPA mesmo que não está barato, mas também não absurdamente caro. Mas é claro que se sair bons frutos do projeto, ela estaria barato, mas isto é aposta e não investimento propriamente dito.
Uma empresa em situação parecida, mas um pouco mais pré-operacional ainda, que foi possível ganhar um bom $$$ durante a fase de desespero no mercado foi a LLXL3. O valor que ela tinha em caixa deduzido das obrigações era praticamente o dobro do valor de mercado quando ela bateu os R$ 0,60. Foi uma das ações que comprei e vendi a R$ 1,60, uma vez que a razão da compra deixou de existir.
Janeiro 13th, 2009 at 22:05
roderich, a citação sobre a administração da FESA4 ocorreu quando comparada a AVIL3. Está tem como vantagem ter apenas ações ordinárias (direito a tag along) e ter historicamente um pay-out superior.
Na FESA4, por sua vez, parece não ter ficado bem explicado a saída de alguns diretores, com pagamento de substanciais indenizações, bem como a empresa não costuma ter um pay-out muito alto.
Porém, ela tem um dos melhores EV/EBITDA do mercado. O valor que tem em caixa a permite passar por algumas catástrofes econômicas, sendo uma segurança adicional para o investidor. Por esta razão, considero interessante iniciar as compras de ações da FESA4.
Abraços,
Small caps.
Janeiro 14th, 2009 at 17:25
Tudo bem Anderson, primeiramente parabéns pelo excelente livro, que tornou a análise fundamentalista menos complicada de ser entendida pelos leigos (agora menos leigos), acompanho suas postagens há tempos e hj, após formar minha opinião, comprei um pouco de EZTC3, q deu uma bela descida! Além do´potencial dela, vejo muitas das construtoras prontas a reagir qdo da melhora do mercado. Sigo aprendendo, buscando acertar!
Janeiro 15th, 2009 at 2:20
Small , comprei seu livro, obrigado por mostrar o que devemos procurar, mesmo gente como eu que não veio de uma formação matemática/financeira entendeu a lógica por trás do que está escrito. Embora ache que mais exemplos seriam mais fáceis de gente como eu entender um pouco dos cálculos. Outro dia eu pego as 4 empresas que eu vou começar a olhar e faço os cálculos aqui no blog para você me corrigir caso eu tenha errado.
Mas por agora, quero começar a garimpar.
Primeiro, como você começa a procurar uma empresa? É alguém que comenta em algum lugar, jornal, revista, passa na frente no caminho da escola das criaças ou o quê?
Outra, você acha que já atingimos o fundo do poço?
Acredito que quando sairem os resultados do 1o trimestre de 2009 é que será um bom momento para estar “engatilhado” com as 10-15 empresas SmallCaps do meu portfólio.
Empresas que estou olhando: POSI3, TOTS3, CYRE3 e BEMA3
Todas com olhar lá na frente, BEMA3 é a que menos interesse me apresenta por seu individamento, e POSI3 é a que mais gosto por sua negação em vender a 18,00 quando estava 8,00 e agora está 6,00, fora ser de uma empresa aqui de Curirtiba e a gente sabe que não vai falir
Obrigado de novo por tudo que escreveu no seu livro, eu nunca imaginava que ia conseguir nem ter uma discussão dessas e agora já estou me preparando para investir
Janeiro 15th, 2009 at 23:26
Boa noite Anderson. Quando vemos uma empresa indicando recompra dos seus próprios papéis, vemos uma confiança e respeito ao investidor, logo essa atitude é bem vista. Mas quando ocorre quase o contrário disso? Por exemplo, acabei de ler que a Brascan anuncia aumento de capital social em R$200 milhões. Na minha visão de aprendiz, interpreto isso da seguinte forma. Já que o número de papéis aumentou e fisicamente a empresa permanece a mesma, temos um menor VPA, um menor DY, um P/L menos favorável. E ainda como não bastasse,o fazem a 2 reais, sinceridade, acho uma falta de consideração com o investidor.
Desejo conhecer sua opnião e aprender o significado disso para o mercado.
Obrigado,
Vitor.
Ato relevante citado acima logo abaixo.
http://www.mzcenter.com.br/Arquivos/195311.pdf
Mas sei que algum tempo a RSDI3 fez uma jogada semelhante e o mercado interpretou de maneira favorável, queria entender como isso pode ser possível, para mim, só vejo problemas, exceto pelo fato da empresa estar se capitalizando ainda mais, sem fazer dívidas. Mas isso se sobrepõe a influencia negativa causada aos indicadores fundamentalistas ?
Janeiro 16th, 2009 at 1:03
Boa noite, seria possível listar a carteira small caps” para janeiro.Obrigada
Janeiro 21st, 2009 at 1:29
msrrn e rogerioluz, obrigado!
Rogerio, quando quiser, venha aqui para discutirmos as análises. A idéia inicial de procurar uma empresa decorre das mais diversas causas. Pode ser em razão de uma forte baixa num determinado período, fazendo com que atratividade das ações passe a ficar interessante. Pode ser decorrente da pesquisa do ranking dos indicadores fundamentalistas, como no site do fundamentus, em que se deve observar os balanços das melhores posicionadas e as perspectivas conforme os dados econômicos. A pesquisa pode se dar por setores, para vislumbrar num determinado segmento se há empresas baratas. Enfim, até mesmo numa conversa informar pode surgir a idéia de pesquisar sobre determinada companhia.
Dizer se atingimos ou não o fundo do poço é quase um exercício de futurologia e o importante para o investidor fundamentalistas é estabelecer a partir de quando vale a pena a passar a comprar as ações e fracionar as compras para aproveitar-se das maiores oportunidades causadas por depressões no mercado.
É verdade, os balanços trazem sempre boas novidades de algumas empresas e você já deve ter analisado antes tais companhias e aguardar um último balanço como confirmação da decisão, se for o caso. De qualquer sorte, muitas companhias poderão trazer resultados medíocres por questões pontuais e isto pode abrir uma ótima janela para compras.
Considero a BEMA3 interessante pelo crescimento consistente que apresenta ao longo do tempo e pela ótima situação patrimonial, especialmente com um caixa substancial para seguir na estratégia de aquisições. TOTS3 não tem preço de barganha, apesar do inegável futuro promissor. CYRE3 está mais cara que outras construtoras como EZTC3, HBOR3, CCIM3 e BISA3. POSI3 eu citei na postagem que se seguiu a esta. Fiz um bom negócio
Por fim, se fosse selecionar as três ações do segmento de tecnologia, apenas cuide da questão da concentração setorial e do risco ai inerente.
Abraços,
Small caps.
Janeiro 21st, 2009 at 1:35
Bogaci, discutimos este tema no fórum no seguinte tópico:
http://br.advfn.com/p.php?pid=fbb_thread&bb_id=11&id=2234977&from=1021
Tivemos na discussão sugerida pelo SEVZF uma boa resposta do paulorizzi e após eu complementei um pouco:
“citação: paulorizzi
citação: SEVZFSmall Caps
O que achou da subscrição anunciada por BISA3 hoje?
Poderia esclarecer o efeito para os minoritários…
Parece-me péssimo emitir um monte de ações.. detona dividendos além de deixar os múltiplos muito menos atrativos…
Ou tem algo de positivo nisto?
De acordo com as minhas contas, considerando os resultados dos últimos 4 trimestres divulgados, os números baseados na cotação de fechamento do dia 14, R$ 2,20 (ontem, na minha opinião, parte do movimento foi motivado por insider information) eram os seguintes:
P/L = 2,00; P/VPA = 0,31; PSR = 0,58; EV/EBITDA = 2,49; LPA = R$ 1,10
como a política da empresa é remunerar pelo mínimo, os dividendos deveriam ser da ordem de R$ 0,261 por ação, ou seja, um DY = 11,9%.
O valor de fechamento ontem, já descontada a parcela referente à opoprtunidade de subscrição, foi de R$ 2,21. Fazendo a nova simulação, chega-se a:
P/L = 3,01; P/VPA = 0,40; PSR = 0,87; EV/EBITDA = 3,25; LPA = R$ 0,71
Os dividendos que serão efetivamente distribuídos não deverão ser muito diferentes a R$ 0,17 por ação (vai depender do lucro do 4o. trimestre de 2008), o que corresponde a um DY de 7,6%.
Embora evidentemente todos os indicadores tenham piorado, os novos P/L, P/VPA e mesmo DY não são desprezíveis. Considerando o reforço de caixa que os 200 milhões vão representar (13% do novo patrimônio líquido) acho que a ação ainda está barata. Vou esperar o relatório do 4o. trimestre de 2008. Se vier muito pior do que aquele do 4o. trimestre de 2007 vouo reconsiderar.
SEVZF, a explicação do paulorizzi está excelente.
Apenas faria o adendo de que este aumento de capital está muito ligado ao fato de a empresa prever manter no próximo ano o forte ritmo de lançamentos e também em razão da aquisição da Company. Isto indica pelo menos que a companhia não vai pagar qualquer preço pelo capital. De fato tem um leve viés negativo em razão de deixar um pouco menos atraentes os indicadores, mas estes já estão tão deprimidos que mesmo no novo cenário permanecem muito interessantes. É uma opção de investimento para quem quer comprar uma consolidadora do setor imobiliário, enquanto a EZTC3 é mais para quem quer investir em uma companhia mais segura.
Sobre o setor imobiliário, já escrevi que:
O setor tem características contábeis diferenciadas e isto dificulta muito a análise por parte dos investidores. Veja porque:
A construtora, antes de construir o imóvel, faz o lançamento, vende parte do empreendimento, e depois começam as obras. Quando o imóvel é vendido, se ainda não há construção, não há qualquer lucro acerca do negócio realizado.
Geralmente as construtoras colocam as informações dos imóveis já vendidos, mas que a construção e o lucro não foram realizados nas notas explicativas. É o que se chama de lucros a realizar.
Muita gente, então, não vai compreender porque muitas construtoras continuarão apresentando bons lucros apesar da queda das vendas.
O reconhecimento contábil do lucro ( e também das receitas e despesas) ocorre apenas pelo critério de percentual da obra concluída, via de regra.
Assim, algumas construtoras podem ter bons resultados, mesmo se a crise durar todo o próximo ano. E isto pode deixar muita gente surpresa…
A EZTC3, por exemplo, se fosse liquidada, ou seja, construísse o que está contratado, e vendesse os imóveis prontos, valeria mais de R$ 8,00, conforme consta num de seus releases de resultado e acredito que na apresentação que fez na APIMEC também.
A BISA3 é para quem gosta de uma construtora mais “ousada”, uma vez que manteve um ritmo bastante forte de lançamentos apesar da crise. Tem maior potencial de valorização que a EZTC3, mas também um risco superior. CCIM3 está na mesma toada.
Uma intermediária eu considero a HBOR3. que não tem a mesma situação absurdamente tranqüila de caixa da EZTC3, nem o ritmo alucinante de lançamentos da BISA3. É uma situação intermediária. A empresa apresentou um resultado trimestral do terceiro trimestre de “cair o queixo”
Abraços,
Small caps.
Janeiro 21st, 2009 at 1:37
Sandia, respondi acima sobre a questão nos seguintes termos:
“No último mês não houve variação no cenário econômico suficiente para ensejar mudanças na carteira small caps. Além disso, embora algumas ações tenham subido bastante (BICB4 mais de 100% até hoje), os preços anteriores eram tão baixos que ainda não as deixaram num preço razoável.”
Abraços,
Small caps.
Janeiro 22nd, 2009 at 1:57
Caro rogerioluz, desculpa aproveitar seus comentários, mas prometi me manifestar sempres que ouvir falar da Positivo (POSI3). É uma empresa péssima.
Tive, como consumidor, um aborrecimento tremendo. Seus produtos (que comprei e de outros amigos que conheço) são de péssima qualidade. Além disso o atendimento ao consumidor é totalmente ineficiente.
Empresas assim, na minha visão, não têm futuro.
Eu não apostaria nela. Infelizmente é do meu estado.
Mais uma vez, me desculpa e grande abraço.
Janeiro 29th, 2009 at 22:19
Boa tarde,
Poderia comentar sobre cnfb4,arcz6,llxl3,brsr6,agen11kssa3,desde ja agradeço e parabens pelo livro.
Que açao nao esta em tua indicaçao e tem boa pespectiva.
Janeiro 30th, 2009 at 2:27
wpizzolb, obrigado!
CNFB4 ingressou na carteira small caps em dezembro e na postagem sobre a carteira falei sobre a companhia, que tem grande parte dos recursos financeiros indexados ao dólar, o que deve gerar com lucro contábil no quarto trimestre de 2008.
ARCZ6 agora equivale quase a comprar VCPA4. Só se deve compras suas ações se você considera que a relação de troca entre ARCZ6 e VCPA4 irá ser alterada, o que dificilmente ocorre, segundo os precendentes que temos visto. Mas, tudo é possível no mercado.
LLXL3 citei na postagem sobre “como saber se é a hora de vender suas ações” Foi atrativa quando custava praticamente metade do valor em caixa.
BRSR6 é um dos bancos médios que considero atrativos.
AGEN11 é loteria e não se sabe sequer se seus balanços são confiáveis. Suas cotações andarão conforme os boatos.
KSSA3 está razoavelmente atrativa, mas pesa contra ela o elevado endividamento, num setor de capital intensivo. Sobre o segmento tratei nos comentários do tópico posterior a este.
Abraços,
Small caps.
Fevereiro 10th, 2009 at 0:47
Boa noite,Anderson
Primeiramente agradeço pela resposta no topico anterior.O que pode me dizer de magg3,jbss3,milk11,plas3 e tambem bees3 pois aqui minha cidade estao todos euforicos devido as conversas com bbas3,sera que concretiza?
Setembro 12th, 2009 at 19:35
por favor indique 5 ações para compra agora esperando dez/09 com otimo lucro obrigado