Reflexão rápida. Alocação de recursos em meio ao pânico.

Fevereiro 5th, 2010 by small caps

Prezado leitor, neste momento vale refletir:

Se você não quer realizar parcialmente os lucros, manter uma reserva de oportunidades na renda fixa, evitar a exposição excessiva quando há evidências de que está difícil achar novas oportunidades, pepitas escondidas, não se preocupe:
A BOLSA FAZ TODO O TRABALHO PARA VOCÊ. A queda detona o capital atual e quando chegar lá na parte baixa do morro apenas uma certeza: CÁ ESTOU E NADA POSSO FAZER. Não realizei lucros quando devia e desci a montanha russa carregado. A oportunidade está ali na minha cara, eu sei que ela existe. Mas faltou o tal de MULTIMERCADO…

Ele deve ser feito SEMPRE quando as águas estão tranquilas… quem não fez, vai fazer agora? A janela se fechou! O trem está a toda velocidade. Vai pular fora? Vai é se esburrachar!

RAZÃO SEMPRE, seja na alta, seja na baixa. Certezas absolutas: UM DIA CAI, OUTRO DIA VAI SUBIR.

ALOCAÇÃO, ALOCAÇÃO E ALOCAÇÃO RESOLVE TODOS OS SEUS PROBLEMAS e viverás feliz seja na alta, seja na baixa, pois estarás ajustado ao QUE DEVE SER FEITO.

Torcer nada serve. Ajustar-se, agir racionalmente é o caminho.
No momento, fechada a oportunidade de venda. Aberto o momento de espera pelas pepitas cadentes (em preço).

Abraços,
Small caps.

Perspectivas setorias para as small caps em 2010

Fevereiro 1st, 2010 by small caps
Recomendação de leitura
Investindo em Small Caps

Anderson Lueders
Em linguagem acessível, o livro traz as ferramentas necessárias para o investidor identificar e avaliar um segmento de enorme potencial de valorização na bolsa de valores, as empresas pequenas e médias, conhecidas como Small Caps. O livro apresenta estratégias e define o melhor momento para a compra e venda dessas ações indicando os comportamentos mais adequados durante a trajetória do investimento.
Perspectivas para 2010
Perspectivas setoriais para as small caps em 2010

Comentários por Anderson LuedersBlog Small Caps

Varejo: O setor de varejo continuará sendo um dos mais beneficiados pela retomada da confiança do consumidor e pela contínua tendência de elevação dos ganhos salariais reais, turbinada pela política de valorização do salário mínimo. A atual paridade cambial, com o Real mais valorizado continuará a pressionar os preços dos fornecedores ante a concorrência com os produtos importados, contribuindo para o aumento das margens operacionais das varejistas. Indiscutivelmente o varejo foi pouco abatido pela crise. Os múltiplos fundamentalistas evidenciam que o mercado tem reconhecido este crescimento, diminuindo a margem de segurança do investimento.

Bancos Médios: os bancos médios atuam em diversos nichos especializados. De um modo geral, o ano mostrará a continuidade do aumento da relação crédito/PIB no Brasil, que ainda tem muito a crescer quando comparada a outros países. A diminuição das taxas de juros a nível mundial e no país também tem incentivado a ampliação do crédito.

Os bancos que focam nos empréstimos para a pessoa física, especialmente por meio do crédito consignado, continuarão a reação iniciada ainda no primeiro semestre de 2009, impulsionada pelo aquecimento do varejo e pelo aumento do nível de emprego. Quem foca os empréstimos para a pessoa jurídica, especialmente se for do setor industrial, são os últimos que estão saindo da estagnação no nível de empréstimo combinada com elevada inadimplência. A tendência é que a melhora começou no último trimestre de 2009 e se acentue desde o início de 2010. Por fim, há os bancos médios que atuam também no setor de seguros, que estão em forte expansão no país e devem continuar a apresentar ótima lucratividade. As cotações do segmento dos bancos médios foram das mais afetadas pela crise, caindo até mesmo mais de 80%. Após as espetaculares altas de 2009, algumas ações ainda estão em níveis muito atrativos. A preferência pode se dar pelos bancos que negociam próximo de Preço/Valor patrimonial por ação 1 e que exibiram antes da crise níveis muito bons de retorno sobre o patrimônio líquido. Em algum momento este nível de lucratividade pode convergir, valorizando ainda mais as cotações.

Indústria: A indústria foi o setor mais afetado pela crise, e que apresentou o pior resultado no primeiro semestre de 2009, quando comparado a 2008. Terminou o ano de 2009 com um dos maiores crescimentos relativamente ao mês imediatamente anterior e a tendência é que tenham um início de 2010 muito forte especialmente na comparação anual. Enquanto 2009 foi um ano de ajuste de estoques, 2010 começará como um ano de formação de estoques, o que eleva a sensação de demanda e a produção industrial. O lado negativo ficará com o prejuízo que o atual nível de câmbio traz para as margens operacionais das exportações, que continuarão tendo um nível bastante abaixo dos melhores momentos do setor. Além disso, este câmbio favorece a importação e parte do aumento das vendas no varejo certamente será atendida por meio delas. Nem mesmo a siderurgia estará a salvo da concorrência externa, uma vez que a China em pouco tempo passou de grande importadora a exportadora com excessiva capacidade produtiva. Capacidade esta que continuou crescendo em 2009 mesmo com a vertiginosa queda da demanda por commodities. Benefício maior, então, para as empresas mineradoras, pois a China não possui matéria prima de boa qualidade para produção siderúrgica.

Construtoras: as construtoras continuarão tendo a demanda positivamente afetada pelos fatores que interferem no desempenho do varejo, ao mesmo tempo em que o patamar de juros em níveis muito baixos para a recente história do país permite que uma gama significativa de interessados adquira imóvel. Há muito a crescer na relação crédito imobiliário/PIB, que não passa de 3% no país, quando em vários países é ao menos 10 vezes maior a relação. As construtoras que atendem a demanda da classe de renda mais baixa certamente será a mais favorecida. Significativa também continuará sendo a procura pelos imóveis de até R$ 500 mil, financiáveis por meio do Sistema Financeiro da Habitação, que possui os menores juros para o comprador. Há ainda, a venda de imóveis comerciais que tem apresentado excelente desempenho. Enquanto a taxa de juros estiver nestes níveis, certamente haverá atração para novos interessados. O investidor, no entanto, deverá ser bastante seletivo após as altas apresentadas em 2009 para as ações do segmento: É de se ressaltar que não serão todas as companhias que atendem a baixa renda que conseguirão ter os custos controlados a ponto de exibirem lucros que remunerem o capital empregado. O ideal é selecionar por empresas: a) com múltiplos interessantes, especialmente abaixo da relação P/VPA 2 e que demonstraram a manutenção de lucros mesmo diante da crise; b) que estejam reconhecendo receita inferior ao nível de vendas, elevando a probabilidade que venham a ter desempenho ainda superior em 2010 ao que apresentaram em 2009. O investidor deverá observar atentamente as mudanças contábeis que o setor estará sofrendo, por meio do qual a receita deixará de ser reconhecida conforme a evolução das obras e o nível de vendas para ser totalmente reconhecida no balanço quando da conclusão das obras.

Setor elétrico: O setor elétrico continuará sendo um setor defensivo. Num momento em que os preços das ações estão em níveis mais altos, são uma alternativa interessante, uma vez que as cotações costumam tanto subir menos que o mercado em período de alta, como cair menos quando a queda chega. O segmento deve ser beneficiado com a retomada da indústria. Há ainda diversas empresas no setor que projetam dividendos superiores a atual taxa SELIC. Se considerada a taxa real de juros, então, a atratividade fica ainda mais evidente, com várias empresas exibindo ganhos até mesmo o triplo acima deste nível. A preferência poderá recair pelas companhias melhor administradas conforme os indicadores de perda de energia e de qualidade e que tenham prazos de concessão mais extensos, não estando envolvidas no curto prazo nas discussões sobre a forma em que se dará a renovação. O perigo que tem rondado o setor, além deste do término das concessões, é que há discussões sobre a forma de cálculo das tarifas na ANEEL, objetivando a sua diminuição para os casos em que o mercado cresceu acima das expectativas. O setor também passará por mudanças contábeis que modificarão a forma de depreciação dos ativos, incrementando contabilmente os lucros das empresas em fase inicial de maturação dos investimentos e diminuindo o lucro daquelas que já haviam efetuado parte expressiva da depreciação.

Enquanto 2009 foi o ano das companhias com alto nível de caixa, 2010 tem grande probabilidade de representar o ano das empresas que estejam em segmento com demanda mais aquecida e com capacidade produtiva ociosa. Tais companhias poderão enfim aproveitar os investimentos que fizeram no passado e passar a exibir melhores resultados operacionais. As companhias com níveis de dívida pagáveis também estarão sendo favorecidas com a volta da liquidez e do menor nível de juros cobrado nos empréstimos.

Ibovespa rumo aos 85 mil pontos?

Fevereiro 1st, 2010 by small caps
ADVFN Newsletter
Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009
Recomendação de leitura
Investindo em Small Caps

Anderson Lueders
Em linguagem acessível, o livro traz as ferramentas necessárias para o investidor identificar e avaliar um segmento de enorme potencial de valorização na bolsa de valores, as empresas pequenas e médias, conhecidas como Small Caps. O livro apresenta estratégias e define o melhor momento para a compra e venda dessas ações indicando os comportamentos mais adequados durante a trajetória do investimento.
Perspectivas para 2010
2010: rumo aos 85 mil pontos?

Comentários por Anderson LuedersBlog Small Caps

O ano de 2010 começa com um olhar muito mais otimista sobre o futuro das cotações do que ocorreu em 2009. As expectativas são positivas, substituindo o olhar sombrio que há pouco reinava no mercado. Com isto, as recomendações de compra voltam com força, apesar de as oportunidades de investimento serem muito inferiores do que eram há um ano.

É certo que em 2010 a lucratividade das companhias brasileiras apresentará elevação, uma vez que vários setores estarão com demanda mais significativa em comparação a 2009. O ajuste sempre é mais dolorido de ser feito e gera custos/despesas muito superiores, que vão além da simples queda de receitas. A ampliação de capacidade, ao contrário, resulta em diminuição dos custos/despesas de produção, com aumento da produtividade individual e com o uso de estoques de matérias primas a preços muito mais baratos. É esperada a ampliação de algo próximo de 20% para a lucratividade média das empresas negociadas em bolsa no Brasil.

Antes de saber se a bolsa vai mesmo atingir os 85 mil pontos, é importante que você saiba que o que move o mercado são as expectativas. Vários olhares mundo afora estão atentos aos passos do Brasil. Muitos fatores positivos estão impulsionando as valorizações, como os seguintes: patamar de juros em níveis historicamente baixos; investimentos a serem realizados em razão do pré-sal, da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016; ampliação da oferta de crédito, inclusive para o setor imobiliário; aumento da renda do trabalhador; patamar de desemprego em níveis muito baixos e pauta exportadora impactada positivamente pela demanda Chinesa.

Certamente tudo isto tem contribuído para o vigoroso processo de alta da bolsa, e não há sinais de que isto será brevemente interrompido. O fluxo de capital estrangeiro continua contribuindo para este processo. O Ibovespa já subiu mais de 100% desde o fundo, com vários destaques individuais do mercado como um todo subindo mais de 300%.

Mas é bom que você saiba que quanto mais o pessimismo se afasta, mais o seu risco aumenta. Como entender melhor isto? A visualização do cenário do final de 2008 nos mostra várias empresas com as cotações despencando, enquanto que os resultados empresariais revelaram que as empresas são afetadas de forma muito diferente nas crises, mas o mercado derrubou tudo numa velocidade impressionante, ignorando esta situação. Agora com o otimismo se instalando, diversas premissas positivas são “precificadas”. Até aí, tudo bem, mas o problema consiste no fato de tanto nas altas como nas quedas as expectativas costumam errar para mais ou para menos. Olho aberto, portanto, também aos riscos, pois é o movimento de precificação irracional que antecede as quedas, embora não seja possível precisar quando.

Entre os riscos mais significativos para o ano de 2010, destacam-se:

a) possibilidade de aumento dos juros. O menor nível de juros da história do país tem vários efeitos, como tornar os dividendos ainda mais atrativos e diminuir o custo de financiamento de empresas que necessitam de capital intensivo. O aumento da taxa SELIC também pode interromper o movimento de migração de outros investimentos para a bolsa, ao mesmo tempo em que diminui o “preço justo” das ações para os investidores que utilizam da técnica do fluxo de caixa descontado em que a Taxa SELIC é um dos componentes da taxa de desconto;

b) eleições. As eleições apresentam riscos decorrentes de medidas eleitoreiras que podem ser tomadas de forma irresponsável ou pela possibilidade de vitória de um candidato que não tenha um histórico de respeito a contratos, por exemplo. Na eleição presidencial, por enquanto, isto tem sido minimizado por estarem no páreo candidatos conhecidos;

c) fatores externos como ausência de recuperação da economia americana e arrefecimento do crescimento da China, diminuindo o apetite internacional por risco e contribuindo para a queda dos preços de commodities exportadas pelo país;

d) taxa de câmbio que afeta diversos setores da economia, estabelecendo uma concorrência injusta, especialmente para o segmento industrial.

A grande chave para o ano de 2010 certamente será a seletividade. É pouco provável que quase tudo suba com o ímpeto das recentes altas, mas ainda há oportunidades. O investidor, no entanto, deverá se contentar em comprar algumas ações que já subiram até mesmo mais de 300% desde o fundo, se estiver ingressando no mercado agora.

É provável que o dinheiro em caixa para enfrentar a crise, como fator primordial para atravessar o primeiro semestre de 2009, seja aos poucos substituído pela capacidade de produção ociosa em segmentos que demandarão maior produção e possam começar a ter uma oferta mais apertada de produtos.

Os múltiplos fundamentalistas e as perspectivas futuras visualizáveis nos balanços novamente servirão de guia, numa estratégia racional e focada em aproveitar a ineficiência do mercado em precificar as ações.

A atenção deverá permanecer, portanto, em relação aos desempenhos empresariais e ao cenário econômico. Para quem está com poucos recursos na renda fixa, pode ser o momento de ir aos poucos recompondo, sem pressa. Quem fez isto na fase eufórica vivida a partir de 2004 e que durou até maio de 2008, sabe a importância deste movimento, pois pode comprar verdadeiras pechinchas na crise que se iniciou ao término do primeiro semestre de 2008.

Portanto, apesar dos riscos decorrentes da precificação de fatores de otimismo, é possível que a bolsa venha a atingir os 85 mil pontos. Mas, de fundamental importância será escolher as ações certas, seja para mitigar os efeitos de um eventual cenário de queda, seja para ampliar os ganhos em relação ao mercado caso a alta se torne um fato.

Carteira Small Caps encosta nos 160% de retorno anual.

Dezembro 2nd, 2009 by small caps

Prezado leitor:

Enfim, estamos de volta. :) Passamos por um período de manutenção, observando o retorno que as escolhas das ações nos proporcionaram. É também o momento para o investidor descansar um pouco da temporada de crise, preparando-se para um novo período que se seguirá, que é o de iniciar a realização de lucros, tema que será abordado num futuro próximo, também aqui no blog. Felizmente, temos empresas cujos resultados tem sido tão surpreendentes, que nem mesmo 300% de alta são suficientes para ensejar o início da venda das ações.

Estamos próximos também de encerrar o terceiro ano da carteira small caps com retorno bastante acima do IBOVESPA, mesmo diante de uma carteira bastante diversificada e com o que muitos ainda insistem em chamar de “ativos arriscados”, as small caps. O interessante é que nos anos em que o resultado foi bastante positivo, acima de 100%, 2007 e 2009, a condição econômica era totalmente diferente, e com isso também os critérios de seleção das ação foram adaptados. São temas que também devem ser tratados, esmiuçados, mais adiante…

Abaixo segue o quadro atual e o respectivo retorno dos ativos da carteira small caps, destacando que não houve mudanças desde abril de 2009, evidenciando que não é a troca frenética de ativos em carteira que gera o retorno…:

Ação Empresa Inclusão Índice inicial % novembro % ano
PINE4 Banco Pine abr/08 1,00 -3,20% 228,10%
BGIP4 Banese set/08 1,00 9,50% 125,30%
BICB4 Bicbanco dez/08 1,00 18,10% 408,60%
CTAX4 Contax nov/08 1,00 13,30% 133,80%
EZTC3 Eztec set/08 1,00 13,00% 259,30%
SGAS4 WLM abr/08 1,00 -3,80% 46,30%
TGMA3 Tegma nov/08 1,00 6,10% 219,40%
ETER3 Eternit mai/08 1,00 0,00% 84,40%
CNFB4 Confab dez/08 1,00 0,30% 64,20%
MGEL4 Mangels ago/07 1,00 12,10% 159,50%
TKNO4 Tekno mar/07 1,00 1,20% 39,50%
CTSA3 Santanense abr/08 1,00 -15,50% 72,20%
EQTL3 Equatorial Energia fev/09 1,08 0,50% 113,22%
HBOR3 Helbor fev/09 1,08 9,10% 352,92%
SULA11 Sulámérica fev/09 1,08 15,90% 217,71%
SLED4 Saraiva abr/09 1,14 7,70% 141,48%
PRVI3 Providência abr/09 1,14 25,10% 207,84%
GRND3 Grendene abr/09 1,14 15,00% 181,19%
RAPT4 Random abr/09 1,14 11,98% 222,35%
GRUPO 1 MÉDIA 1,00 -3,50% 145,83%
BEEF3 Minerva abr/08 1,00 -7,60% 223,80%
FHER3 Heringer set/08 1,00 4,00% 192,10%
MWET4 Wetzel fev/07 1,00 -5,70% -5,90%
CEBR3 C. E. Brasília nov/08 1,00 -4,70% 173,30%
GRUPO2 MÉDIA 1,10 12,70% 171,89%
INEP4 Inepar abr/09 1,14 3,20% 221,46%
ECPR4 Encorpar dez/08 1,00 20,70% 30,90%
GSHP3 Generalshop abr/09 1,14 13,80% 319,78%
BAUH4 Excelsior abr/09 1,14 13,10% 115,40%
EXCLUÍDAS
PTNT4 Excluída em mar/09 1,00 -0,71% -0,71%
BISA3 Excluída em abr/09 1,00 -21,00% -21,00%
LEVE4 Excluída em abr/09 1,00 -14,85% -14,85%
TOTAL EXCLUÍDOS -2,63
TOTAL 22,27 145,58% 3558,46%
MÉDIA 8,69% 159,78%

Observações sobre a apuração do retorno:

Nos cálculos de rentabilidade estão considerados os proventos distribuídos e as bonificações efetuadas.

O índice inicial refere-se à rentabilidade anual acumulada até o mês de ingresso na carteira, de modo que as ações recebem o peso proporcional ao número de ações até aquele mês. Este peso é somado ao peso total inicial da carteira para fins de cálculo da rentabilidade média anual.

A rentabilidade mensal é calculada conforme a média aritmética das 21 posições em carteira (19 ações diretamente e 2 grupos de 4 ações).  Os grupos são formados por empresas que considero que devem ter menor peso na carteira do investidor (algumas turnarounds), o que é explicado no livro que escrevi (Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso).

As ações que saíram da carteira têm o peso inicial somado ao conjunto e subtraído o montante que representavam quando da retirada.

Mais adiante, publicarei os comentários sobre o desempenho acumulado no ano.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders.

Autor do livro “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.

Lições da crise para o investidor jamais esquecer. Oportunidades da década.

Setembro 26th, 2009 by small caps

Prezado leitor:

Durante o período de crise, tivemos, certamente, o que foi a oportunidade da década para investir em diversas ações.

Chamo a sua atenção para aspectos relevantes e que devem servir para toda a vida do investidor. Isto certamente será importante quando a sinfonia do desespero voltar no futuro a tocar durante os pregões da bolsa:

Pessimismo é o maior aliado do investidor de longo prazo! Esta frase deve ser gravada na memória para sempre. Vamos voltar 12 meses no tempo para entender melhor isto, agora que ele vai dando vez a um otimismo moderado.

Em setembro de 2008, o mundo assistiu estarrecido a sucessivas possibilidades de quebra de grandes bancos americanos, empresas do setor imobiliário e até mesmo tradicionais blue chips do setor industrial. Você ligava a televisão, assistia qualquer dos jornais que tratassem de economia e tinha um só sentimento: O mundo acabou! Fuja enquanto há tempo!

Especialistas foram consultados e a orientação predominante era: fique fora daqui! O trovão previsto nesta postagem originalmente veiculada no último trimestre de 2008 no blog de fato veio. Foram seguidos dias de acionamento de circuit brakers no Brasil e em outras partes do mundo. As ações estavam parecendo opções e virando pó, como se diz neste mercado.

No entanto, investidores que se desligaram do noticiário e se mantiveram firmes em lições históricas de grandes investidores, como Benjamim Graham, estavam eufóricos, consultando os indicadores fundamentalistas das empresas e se saboreando da profusão de pechinchas que surgiam dia a dia. Tinha para todos os gostos. Aquelas oportunidades que pareciam só existir em livros estavam lá, aos montes.

Ativos negociados abaixo do valor disponível em caixa, empresas que projetavam mais de 25% de dividendos ao ano (confirmado mesmo durante a crise) e alguns absurdos como bancos e construtoras bem administradas custando até mesmo 30% do valor patrimonial. Afinal, estávamos no Brasil ou nos Estados Unidos? Será que os menos de 4% do PIB em crédito imobiliário que temos por aqui iria desestabilizar o sistema brasileiro? Onde era a alavancagem de mais de 20 vezes o capital em empréstimos? No pânico, poucos parecem ter pensado nisto.

Novamente, o mundo virou. E agora que a promoção compre 1, leve 3 das ações está findando, você está sendo maciçamente convidado para entrar no mercado. Setores antes abominados têm seus relatórios de análise hoje começando da seguinte forma: Veja bem (…). É, veja bem mesmo, porque quanto mais o pessimismo se afasta, mais o seu risco aumenta. Parece incrível, mas neste momento a análise da diferença entre preço e valor indica o seguinte: alguns preços já subiram mais de 400% e o valor certamente não acompanhou nem ¼ disto.

Agora, ao ligar o noticiário de economia, em quaisquer dos meios de comunicação, uma nova onda toma conta do mercado: Não fique fora! Sei lá quem abandona tudo para viver do mercado… Surgem as primeiras projeções de bolsa a trocentos mil pontos, em substituição àquelas em que o índice ira passar do chão. As diferenças de projeções, apenas 1 ano depois das previsões apocalípticas passam de arrepiantes 2.000%.

E que diferença faz hoje para quem comprou no olho do furacão? Simples, vários estão com pelo menos o dobro do capital utilizado para este intento. Capital este que estava na renda fixa aguardando por grandes oportunidades. Agora, pode recompor a renda fixa aos poucos e manter no mínimo o mesmo capital inicialmente investido.

Estará, então, aproveitando eventual aumento de longo prazo do vigor da economia brasileira, o que se reflete nos preços das ações a longo prazo e ao mesmo tempo preparado para eventual X, Y, W, Z, U ou que letra for a recuperação da economia mundial.

Portanto, tentar prever o futuro certamente não é o melhor caminho para o sucesso do investimento em ações. Adaptar-se às circunstâncias, aproveitar as pechinchas com foco nos indicadores fundamentalistas e realizar lucros quando as ações ficam caras (sobre isto veja esta postagem) independentemente do que a massa lhe manda fazer pode sim trazer resultados muito superiores.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders

Recomendação de leitura
Investindo em Small Caps

Anderson Lueders
Em linguagem acessível, o livro traz as ferramentas necessárias para o investidor identificar e avaliar um segmento de enorme potencial de valorização na bolsa de valores, as empresas pequenas e médias, conhecidas como Small Caps. O livro apresenta estratégias e define o melhor momento para a compra e venda dessas ações indicando os comportamentos mais adequados durante a trajetória do investimento.

Carteira small caps bate os 120% no ano. Quadro atualizado das ações.

Setembro 10th, 2009 by small caps
Ação Empresa Inclusão Índice inicial % agosto % ano
PINE4 Banco Pine abr/08 1,00 22,20% 249,80%
BGIP4 Banese set/08 1,00 7,50% 72,90%
BICB4 Bicbanco dez/08 1,00 7,40% 274,50%
CTAX4 Contax nov/08 1,00 19,00% 67,10%
EZTC3 Eztec set/08 1,00 18,03% 214,08%
SGAS4 WLM abr/08 1,00 4,44% 36,71%
TGMA3 Tegma nov/08 1,00 21,89% 173,17%
ETER3 Eternit mai/08 1,00 -3,07% 51,59%
CNFB4 Confab dez/08 1,00 -11,95% 64,05%
MGEL4 Mangels ago/07 1,00 32,33% 85,79%
TKNO4 Tekno mar/07 1,00 2,00% 23,11%
CTSA3 Santanense abr/08 1,00 -1,16% 85,32%
EQTL3 Equatorial Energia fev/09 1,08 -5,04% 104,15%
HBOR3 Helbor fev/09 1,08 17,83% 264,23%
SULA11 Sulámérica fev/09 1,08 14,54% 146,56%
SLED4 Saraiva abr/09 1,14 0,54% 110,35%
PRVI3 Providência abr/09 1,14 16,29% 167,35%
GRND3 Grendene abr/09 1,14 21,35% 160,23%
RAPT4 Random abr/09 1,14 -1,68% 151,77%
GRUPO 1 MÉDIA 1,00 9,51% 148,93%
BEEF3 Minerva abr/08 1,00 22,58% 208,17%
FHER3 Heringer set/08 1,00 16,75% 225,03%
MWET4 Wetzel fev/07 1,00 1,40% 3,12%
CEBR3 C. E. Brasília nov/08 1,00 -2,70% 159,40%
GRUPO2 MÉDIA 1,10 1,49% 113,18%
INEP4 Inepar abr/09 1,14 -3,29% 112,00%
ECPR4 Encorpar dez/08 1,00 -4,65% 4,79%
GSHP3 Generalshop abr/09 1,14 9,51% 192,29%
BAUH4 Excelsior abr/09 1,14 4,40% 143,62%
EXCLUÍDAS
PTNT4 Excluída em mar/09 1,00 -0,71% -0,71%
BISA3 Excluída em abr/09 1,00 -21,00% -21,00%
LEVE4 Excluída em abr/09 1,00 -14,85% -14,85%
TOTAL EXCLUÍDOS -2,63
TOTAL 22,27 193,44% 2728,30%
MÉDIA 8,69% 122,51%

Observações sobre a apuração do retorno:

Nos cálculos de rentabilidade estão considerados os proventos distribuídos e as bonificações efetuadas.

O índice inicial refere-se à rentabilidade anual acumulada até o mês de ingresso na carteira, de modo que as ações recebem o peso proporcional ao número de ações até aquele mês. Este peso é somado ao peso total inicial da carteira para fins de cálculo da rentabilidade média anual.

A rentabilidade mensal é calculada conforme a média aritmética das 21 posições em carteira (19 ações diretamente e 2 grupos de 4 ações).  Os grupos são formados por empresas que considero que devem ter menor peso na carteira do investidor (algumas turnarounds), o que é explicado no livro que escrevi (Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso).

As ações que saíram da carteira têm o peso inicial somado ao conjunto e subtraído o montante que representavam quando da retirada.

Mais adiante, publicarei os comentários sobre o desempenho mensal e acumulado no ano.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders.

Autor do livro “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.

Carteira small caps bate os 100% no ano. Quadro atualizado dos ativos.

Agosto 1st, 2009 by small caps
Ação Empresa Inclusão Índice inicial % julho % ano
PINE4 Banco Pine abr/08 1,00 12,10% 186,20%
BGIP4 Banese set/08 1,00 8,90% 60,70%
BICB4 Bicbanco dez/08 1,00 19,10% 248,80%
CTAX4 Contax nov/08 1,00 19,00% 67,10%
EZTC3 Eztec set/08 1,00 31,60% 166,10%
SGAS4 WLM abr/08 1,00 9,70% 30,90%
TGMA3 Tegma nov/08 1,00 26,70% 124,10%
ETER3 Eternit mai/08 1,00 4,90% 56,40%
CNFB4 Confab dez/08 1,00 23,10% 86,30%
MGEL4 Mangels ago/07 1,00 14,60% 40,40%
TKNO4 Tekno mar/07 1,00 3,90% 20,70%
CTSA3 Santanense abr/08 1,00 4,90% 87,50%
EQTL3 Equatorial Energia fev/09 1,08 8,30% 114,99%
HBOR3 Helbor fev/09 1,08 32,30% 209,12%
SULA11 Sulámérica fev/09 1,08 4,90% 115,25%
SLED4 Saraiva abr/09 1,14 21,40% 109,23%
PRVI3 Providência abr/09 1,14 -2,40% 129,90%
GRND3 Grendene abr/09 1,14 15,30% 114,45%
RAPT4 Random abr/09 1,14 25,50% 156,07%
GRUPO 1 MÉDIA 1,00 24,33% 124,53%
BEEF3 Minerva abr/08 1,00 43,50% 151,40%
FHER3 Heringer set/08 1,00 23,60% 178,40%
MWET4 Wetzel fev/07 1,00 -2,90% 1,70%
CEBR3 C. E. Brasília nov/08 1,00 33,10% 166,60%
GRUPO2 MÉDIA 1,10 27,13% 107,34%
INEP4 Inepar abr/09 1,14 11,80% 119,22%
ECPR4 Encorpar dez/08 1,00 41,70% 9,90%
GSHP3 Generalshop abr/09 1,14 30,40% 166,90%
BAUH4 Excelsior abr/09 1,14 24,60% 133,35%
EXCLUÍDAS
PTNT4 Excluída em mar/09 1,00 -0,71% -0,71%
BISA3 Excluída em abr/09 1,00 -21,00% -21,00%
LEVE4 Excluída em abr/09 1,00 -14,85% -14,85%
TOTAL EXCLUÍDOS -2,63
TOTAL 22,27 335,25% 2319,52%
MÉDIA 15,96% 104,15%

Observações sobre a apuração do retorno:

Nos cálculos de rentabilidade estão considerados os proventos distribuídos e as bonificações efetuadas.

O índice inicial refere-se à rentabilidade anual acumulada até o mês de ingresso na carteira, de modo que as ações recebem o peso proporcional ao número de ações até aquele mês. Este peso é somado ao peso total inicial da carteira para fins de cálculo da rentabilidade média anual.

A rentabilidade mensal é calculada conforme a média aritmética das 21 posições em carteira (19 ações diretamente e 2 grupos de 4 ações).  Os grupos são formados por empresas que considero que devem ter menor peso na carteira do investidor (algumas turnarounds), o que é explicado no livro que escrevi (Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso).

As ações que saíram da carteira têm o peso inicial somado ao conjunto e subtraído o montante que representavam quando da retirada.

Mais adiante, publicarei os comentários sobre o desempenho mensal e acumulado no ano.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders.

Autor do livro “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.

Carteira Small Caps surpreende no semestre e deixa Ibovespa quase 40% para trás.

Julho 11th, 2009 by small caps

Prezado leitor:

Encerrado o primeiro semestre de 2009, é um ótimo momento para refletir sobre o desempenho da carteira small caps, divulgada neste blog (link), cuja forma de seleção é esclarecida no livro “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.

Enquanto o Ibovespa apresentou no semestre valorização de 37%, a carteira small caps atingiu 76%. Conforme previsto na newsletter do início deste ano encaminhada pela ADVFN (link), os ativos que mais contribuíram para este desempenho são do setor bancário e da construção civil. BICB4, com 192% e PINE4, com 155% lideraram as altas entre os bancos médios. Helbor e Eztec também subiram mais de 100%.

Se a carteira fizesse parte das seleções do indispensável Jornal Valor Econômico, ela estaria 25% a frente da melhor carteira de investimento publicada, apesar da maior diversificação em número de ativos e setorial.

O resultado é apenas uma amostra do tamanho da oportunidade que o mercado nos ofereceu no seu estágio mais depressivo. Quando o pânico se instalou e os circuit breakers eram acionados numa freqüência poucas vezes vistas, foi o grande momento de sair a campo atrás das barganhas que surgiam diariamente. Para tanto, é claro, foi necessário ter a estratégia multimercado, que assegurou capital disponível para aproveitar as liquidações.

Quem estava 100% em bolsa, provavelmente viu seus ativos derreterem e apenas puderam se lamentar da falta que a renda fixa fez naquele momento. Na direção oposta, aqueles que se guiaram pelos indicadores fundamentalistas e foram prudentes quando da euforia da bolsa, mantendo parte dos seus recursos a salvo da bolha que se formava, puderam encontrar diversas empresas sendo negociadas por menos que o valor de liquidação. Algumas chegaram a custar abaixo do valor em caixa subtraído de todas as obrigações e outras, como Bicbanco, chegaram a negociar a um dividendo anual projetado de impressionantes 30%! Não é a toa que desde então a alta já supera os 400%.

Passada a fase aguda do pânico, os ativos começam a voltar a preços mais racionais e é este ajuste que tem permitido o bom desempenho da carteira. A fase de liquidações deu vez à caça às barganhas pelos investidores.

A carteira foi se adaptando no meio da crise ao novo cenário econômico, com a escolha de ativos mais voltados ao mercado interno e com menor índice de endividamento. O leitor que acompanha o blog com maior freqüência pode perceber que aos poucos os ativos de maior risco e dívidas em dólar foram sendo substituídos por empresas que tinham probabilidade maior de se saírem bem no cenário econômico vivido. O fator capacidade de produção que era o mais importante antes da crise deixou de sê-lo repentinamente, quando então o dinheiro em caixa passou a ser um grande diferencial.

E muitas das novas escolhas nos trouxeram gratas surpresas, apresentando resultados pujantes, deixando praticamente imperceptível o cenário catastrófico ao redor. Em outras situações, foi o pessimismo instalado nos agentes de mercado que previam o fim do mundo para diversas empresas que acabou não se confirmando e abriu espaço para grandes valorizações. A verdade é que as empresas são afetadas de forma muito diferente nas crises, mas o mercado derrubou tudo numa velocidade impressionante, ignorando esta situação.

Mas é claro que a tranqüilidade que guia o investidor em valor durante o pânico não pode ser substituída pela euforia quando chega o momento das altas. E você, leitor, é quem melhor pode se instruir para investir adequadamente quando uma grande crise surge ou para quando a euforia passa a tomar conta.

Agora, com os resultados trimestrais que se aproximam, inicia-se uma nova oportunidade para avaliar a carteira de ações, verificando se as cotações já atingidas são justas ou ameaçam ser o início de uma nova bolha. Os múltiplos fundamentalistas e as perspectivas futuras visualizáveis nos balanços novamente servirão de guia, numa estratégia racional e focada em aproveitar a ineficiência do mercado em precificar as ações.

Abraços,

Small caps.

Autor do livro “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso“.

Quadro atualizado dos ativos da carteira small caps para julho, que apresentou retorno de 76% no semestre.

Julho 3rd, 2009 by small caps
Ação Empresa Inclusão Índice inicial % junho % ano
PINE4 Banco Pine abr/08 1,00 3,30% 155,34%
BGIP4 Banese set/08 1,00 7,14% 47,60%
BICB4 Bicbanco dez/08 1,00 15,67% 192,88%
CTAX4 Contax nov/08 1,00 3,44% 40,47%
EZTC3 Eztec set/08 1,00 5,57% 102,10%
SGAS4 WLM abr/08 1,00 9,51% 19,24%
TGMA3 Tegma nov/08 1,00 -6,95% 76,92%
ETER3 Eternit mai/08 1,00 0,42% 49,07%
CNFB4 Confab dez/08 1,00 8,68% 51,34%
MGEL4 Mangels ago/07 1,00 -14,08% 22,51%
TKNO4 Tekno mar/07 1,00 12,31% 16,15%
CTSA3 Santanense abr/08 1,00 3,14% 78,78%
EQTL3 Equatorial Energia fev/09 1,08 9,00% 98,51%
HBOR3 Helbor fev/09 1,08 20,76% 133,65%
SULA11 Sulámérica fev/09 1,08 9,00% 105,20%
SLED4 Saraiva abr/09 1,14 3,47% 72,35%
PRVI3 Providência abr/09 1,14 5,25% 135,55%
GRND3 Grendene abr/09 1,14 16,13% 85,99%
RAPT4 Random abr/09 1,14 4,17% 104,04%
GRUPO 1 MÉDIA 1,00 0,01% 76,35%
BEEF3 Minerva abr/08 1,00 -11,96% 75,14%
FHER3 Heringer set/08 1,00 14,57% 125,28%
MWET4 Wetzel fev/07 1,00 -2,73% 4,67%
CEBR3 C. E. Brasília nov/08 1,00 0,17% 100,33%
GRUPO2 MÉDIA 1,10 2,24% 66,41%
INEP4 Inepar abr/09 1,14 20,39% 96,08%
ECPR4 Encorpar dez/08 1,00 -23,52% -22,40%
GSHP3 Generalshop abr/09 1,14 -1,00% 104,68%
BAUH4 Excelsior abr/09 1,14 13,11% 87,28%
EXCLUÍDAS
PTNT4 Excluída em mar/09 1,00 -0,71% -0,71%
BISA3 Excluída em abr/09 1,00 -21,00% -21,00%
LEVE4 Excluída em abr/09 1,00 -14,85% -14,85%
TOTAL EXCLUÍDOS -2,63
TOTAL 22,27 118,18% 1693,89%
MÉDIA 5,63% 76,06%

Observações sobre a apuração do retorno:

Nos cálculos de rentabilidade estão considerados os proventos distribuídos e as bonificações efetuadas.

O índice inicial refere-se à rentabilidade anual acumulada até o mês de ingresso na carteira, de modo que as ações recebem o peso proporcional ao número de ações até aquele mês. Este peso é somado ao peso total inicial da carteira para fins de cálculo da rentabilidade média anual.

A rentabilidade mensal é calculada conforme a média aritmética das 21 posições em carteira (19 ações diretamente e 2 grupos de 4 ações).  Os grupos são formados por empresas que considero que devem ter menor peso na carteira do investidor (algumas turnarounds), o que é explicado no livro que escrevi (Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso).

As ações que saíram da carteira têm o peso inicial somado ao conjunto e subtraído o montante que representavam quando da retirada.

Mais adiante, publicarei os comentários sobre o desempenho mensal e acumulado no ano.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders.

Autor do livro “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.

Muitas vezes o “porto seguro” está nas small caps. Retorno superior a 65% no ano.

Junho 1st, 2009 by small caps

Prezado leitor:

Começo a postagem a respeito do desempenho da carteira small caps no mês de maio com mais uma frase, assim como foi feito em abril: “As blue chips são mais seguras para a crise”. Este mito dito insistentemente pela imprensa especializada deve ser comparado aos fatos. E eles não deixam dúvidas:

Diversas empresas do segmento das blue chips tiveram um desempenho muito ruim no primeiro trimestre, sendo amplamente afetadas pela crise, como é o caso de muitas siderúrgicas.

De forma oposta, uma quantidade razoável de companhias small caps tiveram desempenho superior, como se ignorassem a crise. Muitas delas fazem parte da carteira divulgada neste blog. A verdade é que o que determina a segurança de uma decisão de investimento definitivamente não é o tamanho da empresa e sim: a própria situação patrimonial e de resultados; como estão as perspectivas para o segmento; quais fatores afetam a lucratividade; a capacidade da administração e o preço que você paga pelas ações em relação ao valor que elas possuem. E isto tudo nada tem a ver com tamanho.

Portanto, é importante saber que muitas vezes “o porto seguro pode estar entre as small caps!” Diversas elétricas, bancos médios e construtoras bem administradas, que mantiveram caixa adequado, foram alternativas muito mais seguras que famosas blue chips.

Falando especificamente sobre a carteira small caps, assistimos no mês de maio a alta generalizada das empresas, nos mais variados setores. Apenas citando aqueles que subiram ao menos 20% temos: PINE4 (26,24%), EZTC3 (25,66%), TGMA3 (23,75%), HBOR3 (20,76%), SULA11 (29,32%), PRVI3 (34,19%), BEEF3 (34,80%), FHER3 (47,06%), MWET4 (43,19%), CEBR3 (36,36%) e INEP4 (31,07%).

Portanto, novamente os bancos médios e as construtoras mantiveram a tradição de potencializar o retorno da carteira, tema este bastante repetido por aqui. PINE e BICBANCO já estão com retorno médio de 150% neste ano. As construtoras EZTEC e HELBOR superaram mais uma vez alta de 20% no mês e atingiram ganho acima de 90% no ano. EZTEC anunciou um resultado trimestral que superou a expectativa até mesmo dos mais otimistas, mostrando a capacidade de adaptar-se ao momento econômico e, ainda em maio, lançou o maior empreendimento da sua história, atingindo rapidamente grande volume de vendas.

Destaque também para o retorno da Providência: muito embora quase todas as cotações das ações das companhias do segmento industrial tenham caído fortemente, nem todas sofrem em idêntica proporção os efeitos da crise econômica. A Providência, como destacado quando ingressou na carteira, em abril, possui demanda menos elástica pelos seus produtos (nãotecidos utilizados na produção de produtos higiênicos e fraldas, por exemplo) e tem focado na produção de itens de maior valor agregado.

O mês marcou ainda o poder de retorno dos turnarounds. Este é sem dúvida um dos segmentos que mais gera debates e confusões: o fato é que há enorme diferença entre uma small caps promissora, dotada de indícios de que esta melhorando a sua situação, e diversos micos que perambulam no mercado.

O grupo formado por BEEF3, FHER3, MWET4 e CEBR3, subiu em média 40,35%. Relevante novamente o desempenho das ações de companhias que possuem dívida em dólar e que caminham para conquistar ganhos cambiais substanciais no trimestre atual.

O quadro completo dos ativos da carteira small caps pode ser obtido neste link. Lembre-se sempre de acompanhar os resultados empresariais das empresas selecionadas, de fazer uma adequada diversificação e de que ninguém melhor do que você pode cuidar dos seus interesses.

Abraços,

Small caps – Anderson Lueders

Autor do livro: “Investindo em small caps: um roteiro completo para se tornar um investidor de sucesso”.